Pentagonal, Quadrangular ou Triangular de Caracas (Venezuela) – 1970

Tremenda confusão fizeram os organizadores venezuelanos desta competição. O que era para ser um Pentagonal, virou um Quadrangular e depois um Triangular. Este era o futebol sul americano na década de 70. Abaixo os jogos oficiais que deram o título ao VITÓRIA FUTEBOL CLUBE de Setúbal (Portugal) e uma nota “explicativa” publicada no jornal A Tribuna de Santos/SP:

Jogos Oficiais

07.05.1970
Vitória de Setúbal 3×1 Santos, em Caracas
09.05.1970
Vitória de Setúbal 2×0 Chelsea, em Caracas
11.05.1970
Santos 4×1 Chelsea, em Caracas

Jogos Não Oficiais

12.05.1970
Werder Bremen 2×1 Vitória de Setúbal, em Caracas
15.05.1970
Vitória de Setúbal 3×1 Werder Bremen, em Caracas

Fonte: Arquivos do Autor

Interessante notícia sobre o Campo Grande Atlético Clube (Rio de Janeiro – RJ) de 1920

Segue abaixo interessante notícia publicada no jornal “O Imparcial” em sua edição de 27 de fevereiro de 1920, e que nos remete a origem do Campo Grande Atlético Clube, clube que não possui nenhuma relação com o existente atualmente:

Esporte Clube São José (Porto Alegre – RS) – Primeira equipe no mundo a viajar de avião

Em 5 de junho de 1927 o Esporte Clube São José de Porto Alegre entrava para a história do futebol, ao se tornar a primeira equipe do mundo ao viajar de avião para disputar uma partida de futebol. O elenco embarcou no hidroavião “Atlântico” rumo a cidade de Pelotas onde realizaria uma partida amistosa com o Esporte Clube Pelotas.

O vôo que teve a duração de duas horas saiu da Ilha Grande dos Marinheiros, às margens do Guaíba. Antes da decolagem houve preocupação do comandante Rudolf Cramer von Clausbruch em relação às condições meteorológicas e também ao peso de decolagem da aeronave. A aeronave pertencente a Varig possuía capacidade para apenas nove passageiros sentados, por isso os jogadores Bagre e Netto viajaram no compartimento de bagagens.

Na cabine de passageiros, viajaram os jogadores Kessler, Dirceu, Pinho, Cesaro, Nona, Netto, Leite e Raabe, além de Carlos Albino Müller Pires, chefe da delegação, e Moisés Antunes da Cunha, secretário do clube. O Tesoureiro do clube, João Leal da Silva, viajou dois dias antes de navio acompanhado dos jogadores Odorico e Alfredo.

A partida amistosa terminou empatada, mas estava escrita na história do futebol mundial, a proeza da equipe portoalegrense.

Campeonato Roraimense – 1971

O Campeonato Roraimense de 1971 devido a demora na regularização das equipes inscritas só foi iniciado em 09 de janeiro de 1972. Inscreveram-se Baré, Roraima, São Raimundo, São Francisco, Náutico e Sampaio. Ao final do 1º turno a classificação final era a seguinte: Baré 2 pp, Roraima 3 pp, Náutico 5 pp, Sampaio 6 pp e São Raimundo e São Francisco com 7 pp.

Em 25 de março devido a diversas irregularidades na maioria das partidas deste turno, o Tribunal de Justiça Desportiva resolveu anular todo o 1º turno. Com isto a Federação Roraimense de Desportos em Assembléia Geral deliberou por cancelar o campeonato e promover dois torneios com as mesmas equipes.

A primeira competição foi o Torneio Sesquicentenário que teve o Atlético Roraima Clube como campeão ao vencer os dois turnos, goleando na última partida do torneio o Náutico por 6 a 2 em 03 de setembro.

A segunda competição foi o Torneio Compensação que teve o Atlético Baré Clube como campeão, inclusive com uma goleada sobre o Náutico em 22 de outubro de 1972 por 11 a 0.

Diante destes fatos, podemos afirmar que as listas que existem publicadas na internet sobre os campeões roraimenses está incorreta. Não houve Campeonato Roraimense em 1971, mas apenas duas competições amistosas.

Fonte: Arquivos do Autor

Curiosidades do Futebol: “Novo sistema de defender penaltis”

Segue interessante notícia publicada no jornal “A Tribuna” de Santos/SP em 01 de outubro de 1941:

” O que aconteceu ontem na preliminar do jogo Vasco x Bangu, acreditamos que seja absolutamente inédito. O caso é que foi marcado um penalti contra o Bangu. Manoel Roch tomou posição para bater a falta máxima e o goleiro suburbano, abaixando-se, apanhou um punhado de terra e ficou esfregando-o nas mãos. A impressão era que o rapaz estivesse preparando as munhecas para defender o penalti.
Mas o que aconteceu, no entanto, foi o inesperado absoluto. Assim é que, ao trilar o apito do juiz, ordenando a batida da penalidade, o goleiro banguense adiantou-se no arco e arremessou o bolo de terra no rosto de Manoel Rocha, pretendendo com isso, por certo, tirar-lhe a visão do gol. O juiz é que não concordou com o recurso anti-esportivo e violento do goleiro suburbano e expulsou-o imediatamente do campo.”

Campeões da Liga Brasileira de Desportos (RJ) – 1921 a 1932

A Liga Brasileira de Desportos foi fundada em 30 de abril de 1921. A partir de 1926 passa a ser uma Sub-Liga da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. Em 28 de março de 1933 é unificada a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres.

Campeões

1º Quadros

1921 – Manguinhos Football Club
1922 – Municipal Football Club
1923 – Botafogo Athlético Club (*)
1924 – Botafogo Athlético Club
1925 – Light Garage Football Club
1926 – Municipal Football Club
1927 – Municipal Football Club
1928 – Sport Club União
1929 – Jequiá Football Club
1930 – Jardim Football Club
1931 – Jardim Football Club
1932 – Sport Club Ideal

(*) Foi anulado o jogo decisivo entre os vencedores das Séries A e B da Primeira Divisão, Municipal FC 2×0 Cruz de Malta AC, realizado em 30 de setembro de 1923, em face de haver o Conselho Superior da Liga Metropolitana (a LBD era subordinada a LMDT) ter dado provimento ao recurso do Botafogo Athletico Club. Em 31 de janeiro e 24 de março de 1924, a LBD confirma o título do Botafogo AC

2º Quadros

1921 – Sport Club Cantuária
1922 – Municipal Football Club
1923 – Municipal Football Club
1924 – Municipal Football Club
1925 – Sul América Football Club
1926 – Brasil Football Club
1927 – Vascaíno Football Club
1928 – Jardim Football Club (**)
1929 – Sport Club União
1930 – Associação Atlética Portuguesa
1931 – Sport Club Ideal
1932 – Jardim Football Club

(**) Em 16 de dezembro de 1928 houve a decisão entre Jardim (vencedor da Série A) 3×0 Marqueza (vencedor da Série B)

3º Quadros

1921 – Atlético Clube Brasil
1922 – Municipal Football Club
1923 – Municipal Football Club
1924 – Sport Club Africano
1925 – Sport Club Africano
1926 – Sport Club União
1927 – Sport Club Bemfica
1928 – Sport Club Bemfica
1929 – Sport Club União
1930 – Mauá Football Club
1931 – Jardim Football Club
1932 – Jardim Football Club

Fonte: Pedro Varanda

Artilheiros do Campeonato Carioca – 1906 – 2020

1906 – Horácio Costa Santos (Fluminense), 18 gols
1907 – Flávio Ramos (Botafogo), 6 gols
1908 – Edwin Cox (Fluminense), 14 gols
1909 – Flávio Ramos (Botafogo), 18 gols
1910 – Abelardo de Lamare (Botafogo), 22 gols
1911 – James Calvert (Fluminense), 7 gols
1912 – Harry Robinson (Paysandu), 25 gols (Liga Metropolitana de Sports Athleticos)
1912 – Mimi Sodré (Botafogo), 12 gols (Associação de Football do Rio de Janeiro)
1913 – Mimi Sodré (Botafogo), 13 gols
1914 – Bartholomeu “Barthô” (Fluminense), 10 gols
1915 – Welfare (Fluminense), 19 gols
1916 – Aluízio (Botafogo), 12 gols
1917 – Luiz Menezes (Botafogo), 16 gols
1918 – Luiz Menezes (Botafogo), 21 gols
1919 – Braz de Oliveira (São Cristóvão), 24 gols
1920 – Arlindo (Botafogo) e Claudionor “Bolão” (Bangu), 18 gols
1921 – Cecy (Villa Isabel), 15 gols
1922 – Braz de Oliveira (Carioca), 15 gols
1923 – Nonô (Flamengo), 17 gols
1924 – Telê (Andarahy), 17 gols (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres)
1924 – Nilo (Fluminense), 28 gols (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos)
1925 – Nonô (Flamengo), 27 gols
1926 – Vicente (São Cristóvão), 25 gols
1927 – Nilo (Botafogo), 30 gols
1928 – Vicente (São Cristóvão), 21 gols
1929 – Russinho (Vasco) e Telê (America), 23 gols
1930 – Ladislau (Bangu), 20 gols
1931 – Russinho (Vasco), 17 gols
1932 – Preguinho (Fluminense), 21 gols
1933 – Nilo (Botafogo), 19 gols (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos)
1933 – Tião (Bangu), 13 gols (Liga Carioca de Futebol)
1934 – Bianco (Andarahy), 17 gols (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos)
1934 – Nélson (Flamengo), 10 gols (Liga Carioca de Futebol)
1935 – Ladislau (Bangu), 19 gols (Federação Metropolitana de Desportos)
1935 – China (Bonsucesso), 16 gols (Liga Carioca de Futebol)
1936 – Carvalho Leite (Botafogo), 15 gols (Federação Metropolitana de Desportos)
1936 – Hércules (Fluminense), 23 gols (Liga Carioca de Futebol)
1937 – Carreiro, Caxambu e Roberto (todos do São Cristóvão), 7 gols (Federação Metropolitana de Desportos)
1937 – Niginho (Vasco), 25 gols (Liga de Futebol do Rio de Janeiro)
1938 – Carvalho Leite (Botafogo) e Leônidas da Silva (Flamengo), 16 gols
1939 – Carvalho Leite (Botafogo), 22 gols
1940 – Leônidas da Silva (Flamengo), 30 gols
1941 – Pirillo (Flamengo), 39 gols
1942 – Heleno (Botafogo), 28 gols
1943 – João Pinto (São Cristóvão), 26 gols
1944 – Geraldino (Canto do Rio), 19 gols
1945 – Lelé (Vasco), 15 gols
1946 – Rodrigues (Fluminense), 28 gols
1947 – Dimas (Vasco), 18 gols
1948 – Octávio (Botafogo) e Orlando (Fluminense), 21 gols
1949 – Ademir (Vasco), 30 gols
1950 – Ademir (Vasco), 25 gols
1951 – Carlyle (Fluminense), 23 gols
1952 – Zizinho e Menezes (Bangu), 19 gols
1953 – Benítez (Flamengo), 22 gols
1954 – Dino da Costa (Botafogo), 24 gols
1955 – Paulinho (Flamengo), 23 gols
1956 – Waldo (Fluminense), 22 gols
1957 – Paulinho Valentim (Botafogo), 22 gols
1958 – Quarentinha (Botafogo), 20 gols
1959 – Quarentinha (Botafogo), 27 gols
1960 – Quarentinha (Botafogo), 25 gols
1961 – Amarildo (Botafogo), 18 gols
1962 – Saulzinho (Vasco), 18 gols
1963 – Bianchini (Bangu), 18 gols
1964 – Amoroso (Fluminense), 19 gols
1965 – Amoroso (Fluminense), 10 gols
1966 – Paulo Borges (Bangu), 16 gols
1967 – Paulo Borges (Bangu), 13 gols
1968 – Roberto (Botafogo), 13 gols
1969 – Flávio (Fluminense), 15 gols
1970 – Flávio (Fluminense), 18 gols
1971 – Paulo Cézar Lima “Caju” (Botafogo), 11 gols
1972 – Doval (Flamengo), 16 gols
1973 – Dario (Flamengo), 15 gols
1974 – Luizinho Lemos (America), 20 gols
1975 – Zico (Flamengo), 30 gols
1976 – Doval (Fluminense), 20 gols
1977 – Zico (Flamengo), 27 gols
1978 – Zico (Flamengo), Roberto ‘Dinamite’ (Vasco) e Cláudio Adão (Flamengo), 19 gols
1979 – Zico (Flamengo), 26 gols (Campeonato Especial)
1979 – Zico (Flamengo), 34 gols
1980 – Cláudio Adão (Fluminense), 20 gols
1981 – Roberto ‘Dinamite’ (Vasco), 31 gols
1982 – Zico (Flamengo), 21 gols
1983 – Luizinho Lemos (America), 22 gols
1984 – Baltazar (Botafogo) e Cláudio Adão (Bangu), 12 gols
1985 – Roberto ‘Dinamite’ (Vasco), 12 gols
1986 – Romário (Vasco), 20 gols
1987 – Romário (Vasco), 16 gols
1988 – Bebeto (Flamengo), 17 gols
1989 – Bebeto (Flamengo), 18 gols
1990 – Gaúcho (Flamengo), 14 gols
1991 – Gaúcho (Flamengo), 17 gols
1992 – Ézio (Fluminense), 15 gols
1993 – Valdir (Vasco), 19 gols
1994 – Túlio ‘Maravilha’ (Botafogo) e Charles Baiano (Flamengo), 14 gols
1995 – Túlio ‘Maravilha’ (Botafogo), 27 gols
1996 – Romário (Flamengo), 26 gols
1997 – Romário (Flamengo), 18 gols
1998 – Romário (Flamengo), 10 gols
1999 – Romário (Flamengo), 16 gols
2000 – Romário (Vasco), 19 gols
2001 – Edílson (Flamengo), 16 gols
2002 – Fábio (Volta Redonda), 16 gols
2003 – Fábio ‘Bala’ (Fluminense), 10 gols
2004 – Valdir (Vasco), 14 gols
2005 – Túlio ‘Maravilha’ (Volta Redonda), 12 gols
2006 – Dodô (Botafogo), 9 gols
2007 – Dodô (Botafogo) e Marcelo (Madureira), 13 gols
2008 – Wellington Paulista (Botafogo), 14 gols
2009 – Maicosuel (Botafogo), 12 gols
2010 – Vágner Love (Flamengo), 15 gols
2011 – Fred (Fluminense), 10 gols
2012 – Somália (Boavista) e Alecsandro (Vasco), 12 gols
2013 – Hernane (Flamengo), 12 gols
2014 – Edmílson (Vasco), 11 gols
2015 – Fred (Fluminense), 11 gols
2016 – Tiago Amaral (Volta Redonda), 10 gols
2017 – Guerrero (Flamengo), 10 gols
2018 – Pedro (Fluminense), 7 gols
2019 – Bruno Henrique (Flamengo), 8 gols
2020 – Gabriel “Gabgol” (Flamengo) e João Carlos (Volta Redonda), 8 gols

Trabalho de Revisão de Pedro Varanda

Primeiro clube de futebol em Campos (RJ)

Reproduzo abaixo interessante nota publicada no jornal “A Noite” em sua edição de 20 de agosto de 1930, sobre a história do primeiro clube de futebol da cidade de Campos/RJ: 

” O primeiro clube de futebol, fundado na cidade de Campos, foi o Campista Football Club a 25 de agosto de 1912, sendo que em 1º de setembro do mesmo ano, foi esse nome substituido pelo do Internacional Football Club.
Essa fundação oficial, deuxse no mesmo dia em que foi fundado oficialmente o Goytacaz Futebol Clube, sendo que este foi as 9 horas e aquele as 14 horas, na rua Dr. Lacerda Sobrinho, nos altos do Hotel Internacional. Tendo o Goytacaz adotado as cores alvixanil, e o Internacional alvixrubra.
A primeira diretoria do Internacional Football Club, foi em caráter provisório, que ficou assim constituída:
Presidente, Samuel George; vicexpresidente, ALberto Ramalhio; 1º secretário, Agrícola Brasil, 2º secretário, ALberto Brito; tesoureiro, Edmundo Bastos; procurador, Manoel Bastos; fiscal, João Seixas e capitão, Ubanos Suppa.
Tendo o Goytacaz sofrido sérias crises, os associados do Internacional resolveram acabar com esse clube, ingressando no alvi-anil, chefiando este feito os Srs. Freitas, Abelardo e Henrique Manhães Teixeira.”

Rivalidade do Interior Pernambucano em 1935

Na década de 30 existia um clássico regional de muita rivalidade no interior pernambucano. Eram adversários ferrenhos o Sport Club Garanhuns da cidade de mesmo nome e o Central Sport Club de Caruaru.
O Sport Club de Garanhuns já extinto, foi fundado em 27 de outubro de 1919 e era rubro negro. Infelizmente poucos são os dados sobre esta rivalidade.
Foi possível obter uma ficha técnica de um amistoso disputado em 1935 (infelizmente não foi possível obter a data exata) e uma foto das equipes antes desta partida.

Sport Club de Garanhuns 3×1 Central Sport Club / Local: Campo do Arraial, em Garanhuns / Gols: todos no segundo tempo as 10 min Siqueira, Pericles aos 17 min, Tutu aos 35 min Batista aos 43 min fechou a contagem para a equipe local / Sport Club de Garanhuns: Cajueiro, Carlos, Bomba, Antonio Lyra, Zé Tenório, Batista, Nino, Lula, Jardim, Avelino, Péricles, Siqueira, Antero e João Firmino / Central de Caruaru: Milton, Piancó, Seixas, Neco, João, Fenni, Rochura, Otoniel, Fernando Ferri, Dantas, Tutu, Zuza e Ernane

Fonte: Saulo Guimarães

Foto Histórica – Moto Clube (Porto Velho – RO) – 1977

Fonte: Saudosismo Portovelhense

O que chama a atenção desta foto, é a presença de dois grandes jogadores da história do futebol brasileiro: Djalma Santos ( primeiro a esquerda de pé) e Garrincha (o primeiro a esquerda agachado).

Clubes de Santa Catarina – Clube Recreativo Tamandaré (Porto União)

Vale ressaltar que esta clube teve uma participação no Campeonato Catarinense. Foi em 1960 quando fez parte da Zona Oeste, na época que o campeonato era disputado por zonas.

Foto Histórica – Clássico Portuguesa (SP) x Espanha (SP)


Esta foto de 1941 mostra uma cena do clássico de Santos (SP), entre a Portuguesa e o Espanha (atual Jabaquara). É interessante notar em segundo plano o Monte Serrat, onde encontra-se a capela de mesmo nome com a Santa Padroeira da Cidade e o prédio da Santa Casa de Misericórdia. Nota-se também, no Estádio Ulrico Mursa as cercas de madeira que delimitavam o espaço entre a torcida e o campo de futebol.

Fonte: Jornal A Tribuna de Santos / SP

Companheiros de zaga há 10 anos

Interessante matéria publicada no Jornal A Tribuna de Santos/SP na sua edição de 31 de julho de 1935. Era um tempo romântico do futebol, que hoje não existe mais:

“Quem assistiu domingo passado ao encontro Portuguesa e Guarani, de Campinas, e verificou depois de certo tempo que a qualidade do jogo cedia seu posto ao desinteresse devido a constante pressão do clube local sobre o adversário, devia ter notado também que os principais protagonistas do encontro, apareciam nas figuras dos zagueiros Tijolo e Joca. Esses dois veteranos, diante do insucesso do seu conjunto, cuja atuação deixou algo a desejar, eram os que mais entusiástica e ativamente operavam, na esperança de verem de momento a momento melhorar a técnica e a classe do jogo dos seus companheiros.
Por fim, notando que nada mais era possível em benefício do onze, aceitaram o domínio do rival como uma conseqüência natural de um conjunto de maior cartel, porém, em nenhum momento se entregaram. Firmes nos seus postos, mais pareciam combatentes de última linha numa batalha, das linhas de retaguarda, cuja missão é queimar os últimos cartuchos. Resistiram até o fim, mantendo o espírito combativo.
Apreciamos a atuação dos dois veteranos jogadores. Abordamoxlos ao fim da peleja. Estavam exaustos, mas tinham a convicção do dever cumprido.
– Lutamos bastante, nos disse Tijolo.
– E mais não era possível, acrescentou Joca.
De fato, eles haviam lidado com ardor. Outros que fossem e teriam entregue o jogo, permitindo a Portuguesa um rosário de tentos. No entanto, um só, um tento apenas, resultou de todo aquele domínio do segundo tempo.
Os dois veteranos protagonistas principais desse amistoso de domingo passado – vale a pena dizer – estão atuando junto há quase 10 anos, no Guarani. São dois símbolos, dois elementos que nesse década tem acompanhado a evolução e todas as transformações do clube, desde a sua atividade regional, o seu ingresso na APEA, ao lado dos titulares do futebol no Estado, até os dias de hoje, em que forma novamente a frente de todas as associação campineiras.
Tijolo e Joça são dois amigos inseparáveis, não só dentro do campo, onde defendem posições iguais, mas, ainda, fora dele.
O mais antigo no Guarani é Joca. Há 17 anos que enverga a camiseta verde do Bugre. Tijolo ali apareceu vindo da Ponte Preta para ser seu companheiro.
Foram junto há quase 10 anos, sendo por isso a mais antiga zaga em atividade no Estado e talvez no Brasil.
Tijolo, atravessou um temporada em forma invejável e o seu nome, por mais de uma vez, foi chamado ao selecionado B de São Paulo, onde teve ocasião de atuar.”