1º Campeonato Brasiliense de Juvenis – 1962

Turno Único

23.09.1962
Nacional 4X1 Colombo
Rabello 2×1 Defelê
Guará 1×0 Guanabara
Cruzeiro do Sul 3×1 Presidência
30.09.1962
Nacional 4×0 Guanabara
Defelê 1×0 Grêmio
Cruzeiro do Sul 2×1 Rabello
Presidência 1×0 Colombo
14.10.1962
Rabello 4×1 Colombo
Nacional 2×1 Guará
Grêmio 0x0 Cruzeiro do Sul
Guanabara 1×0 Presidência
21.10.1962
Presidência 0x2 Guará
Rabello 1×0 Guanabara
Grêmio 2×0 Colombo
Defelê 0x3 Cruzeiro do Sul
28.10.1962
Colombo 1×0 Defelê
Guanabara 1×3 Grêmio
Guará 3×2 Rabello
Nacional 2×0 Presidência
04.11.1962
Rabello 5×1 Nacional
Grêmio 1×0 Guará
Defelê 1×2 Guanabara
Cruzeiro do Sul 1×0 Colombo
25.11.1962
Guanabara 0x1 Cruzeiro do Sul
Guará 1×0 Defelê
Nacional 2×0 Grêmio
Presidência 0x1 Rabello
09.12.1962
Grêmio 2×0 Presidência
Defelê 0x3 Nacional
Cruzeiro do Sul 2×1 Guará
Colombo 5×1 Guanabara
16.12.1962
Guará 2×0 Colombo
Rabello 1×2 Grêmio
Presidência 0x3 Defelê
Cruzeiro do Sul 1×1 Nacional

Campeã – Associação Esportiva Cruzeiro do Sul (Cruzeiro)

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Clubes do Distrito Federal – Clube dos Servidores da Universidade (Brasília)

O Clube dos Servidores da Universidade foi fundado em 6 de abril de 1966 por funcionários, servidores e alunos da Universidade de Brasília (UnB). Teve como seu primeiro presidente Carlos Augusto Vilalva Negreiros Falcão.
As cores do clube eram azul, verde e branco.
Naquele ano (1966), a Federação Desportiva de Brasília tinha campeonatos de futebol em três categorias: profissionais, amadores e Departamento Autônomo. O CSU optou por este último em seu primeiro ano de vida.
No dia 5 de junho de 1966, estreou no Torneio Início do Departamento Autônomo com derrota de 2 x 1 para a Civilsan.
O campeonato do Departamento Autônomo daquele ano foi dividido em três seções: Taguatinga, Plano Piloto e Sobradinho.
O CSU classificou-se em primeiro lugar na Seção Plano Piloto, superando outros oito times. Juntamente com a A.E.B., passou para a Fase Final (chamada de Supercampeonato), disputada pelos dois primeiros classificados de cada seção. Desconhecemos o resultado final dessa competição.
No dia 11 de dezembro de 1966 disputou um amistoso com o Rabello, perdendo por 2 x 1.
No ano seguinte, 1967, o CSU foi um dos clubes amadores que chegaram a realizar uma reunião para a elaboração de um campeonato com as agremiações dessa categoria. O campeonato acabou não vingando.
A mesma coisa aconteceu em 1968. Foram dois anos sem disputar nenhuma competição oficial da Federação Desportiva de Brasília.
No dia 10 de março de 1969, aconteceu a Assembléia Geral Extraordinária da qual tomaram parte os presidentes e representantes de todos os clubes filiados a F.D.B.
A Federação, então, criou um torneio chamado de “Taça Brasília”, podendo concorrer ao mesmo, todos os clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais.
Inscreveram-se 24 equipes. O torneio foi em dois turnos, sendo que para o segundo só se classificariam os seis primeiros colocados de cada grupo.
O CSU fez sua estréia no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo (do Defelê), empatando em 1 x 1 com o Jaguar.
Na primeira fase ficou em 4º lugar no Grupo A. Foram dez jogos, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Marcou 24 gols e sofreu 18.
Na Fase Final, ficou com a nona colocação entre os 12 clubes participantes. Nos onze jogos que disputou, conseguiu vencer três, empatar outros três e foi derrotado em cinco oportunidades. Marcou dezoito gols e sofreu vinte e dois.
Dois foram os artilheiros do torneio, com 11 gols, sendo que um deles, Paulinho (Paulo Rogério Ferreira Campos), pertencia ao CSU.
Eis os nomes de alguns jogadores que defenderam o CSU na Taça Brasília de 1969: Goleiros: Neniomar e Pena; Defensores: Zeca, Cesar, Monteiro, Walfrido, Roque, Nilo, Isnard e Wilson; Atacantes: Cacá, Cleuber, Júlio, Walter, Sabará, Paulinho e Totó.
No ano de 1970 voltou a ficar de fora das competições amadoras promovidas pela Federação Desportiva de Brasília.
Retornou em 1971, disputando o Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com outras dez equipes.
O torneio foi marcado por muitos WO, pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da F.D.B.) e suspensos de suas obrigações.
O CSU desistiu de continuar na competição bem antes do seu encerramento.
Em 13 de agosto de 1971 foi realizada a Assembléia que desfiliou seis clubes da F.D.B., entre eles o CSU.
Somente no ano de 1975, quando ainda era amador o futebol de Brasília, o CSU volta a participar de competições promovidas pela então Federação Metropolitana de Futebol.
Primeiramente, participando, de 19 de março a 25 de maio de 1975, da I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal. Não conseguiu ficar entre os oito finalistas que decidiram a Copa.
Em 12 de setembro de 1975 aconteceu a A.G.E. que aprovou uma nova filiação do CSU para a categoria de futebol amador.
Assim, inscreveu-se no campeonato amador de 1975, com mais sete equipes.
Venceu o primeiro turno de forma invicta, com cinco vitórias e dois empates. Foram 15 gols a favor e cinco contra. Com isso, qualificou-se para decidir o campeonato com a Campineira, vencedora do segundo também de forma invicta, numa série “melhor-de-três”.
O final do ano mais as férias do mês de janeiro foram alguns fatos que atrasaram bastante o início da disputa. Assim, somente em 28 de março de 1976, aconteceu a primeira partida da melhor-de-três da decisão do Campeonato de 1975, no Estádio Pelezão. A Campineira venceu por 2 x 1.
No dia 21 de abril de 1976, também no Pelezão, o CSU empatou a série ao vencer a segunda partida por 1 x 0.
A terceira e decisiva partida foi disputada no dia 1º de maio de 1976, novamente no Pelezão. Sob a arbitragem de Roberto Noronha, a Campineira marcou 2 x 0 e ficou com o título de campeã de 1975.
Dentre os jogadores que defenderam o CSU no campeonato de 1975 o destaque ficou com um jogador que mais tarde viria a brilhar em outras equipes do futebol de Brasília: o zagueiro Kidão.
Não demorou muito para seu presidente Álvaro da Silva Neves encaminhar o ofício CSU-06/76, de 17 de maio de 1976, solicitando licença do quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol por um período de dez meses. Nunca mais voltou!

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Torneio Início Brasiliense – 1983

Data: 8 de maio de 1983
Local: Estádio Bezerrão, no Gama

1º jogo – Taguatinga 0x0 Guará (6×5 pen)
2º jogo – Sobradinho 0x0 Brasília (9×8 pen)
3º jogo – Tiradentes 1×0 Ceilândia
4º jogo – Gama 1×1 Vasco da Gama (3×2 pen)
5º jogo – Sobradinho 0x0 Taguatinga (3×2 pen)
6º jogo – Gama 2×0 Tiradentes
Final – Gama 0x0 Sobradinho (2×0 pen)

Campeão – Sociedade Esportiva do Gama (Gama – DF)

Fonte: José Ricardo caldas e Almeida

Clubes do Distrito Federal – Associação Esportiva Cruzeiro do Sul (Brasília – DF)

No mesmo dia em que Brasília completava seu primeiro ano de vida (21 de abril de 1961), às dez horas, na Casa 1 da Quadra 16 do Setor Residencial Econômico Sul – SRES, reuniram-se 93 moradores do então bairro do Cruzeiro para a organizar uma associação recreativa e esportiva.
Foi pelos presentes escolhido João Scarano para presidir a seção e para secretariá-la Norberto Fernandes Teixeira.
João Scarano explicou o motivo da criação de uma associação esportiva e recreativa, dizendo que, com a criação daquela entidade o setor teria mais vida e seus moradores não precisariam recorrer a outros lugares para se distraírem, porque a agremiação que estava sendo fundada iria lhes proporcionar o que de melhor existia no setor recreativo e esportivo. Continuou dizendo que já estava sendo providenciada a sua sede provisória, com sua praça de esportes para competições oficiais e que, em breve, seria passada a “patrola” (espécie de trator para nivelar terrenos) para os primeiros passos do futebol no bairro.
A seguir foi escolhida uma comissão para elaborar os estatutos da agremiação, sendo Felinto Epitácio Maia, o Presidente, e tendo como auxiliares Zorobabel Josué dos Passos, Francisco Jacob dos Santos, Geraldo da Silva Santos e Norberto Fernandes Teixeira.
O novo clube recebeu o nome de Associação Esportiva Cruzeiro do Sul e tinha como cores oficiais a azul e a branca.
O uniforme tinha duas variações: o primeiro com camisa azul, calção branco e meias azuis (semelhante do Cruzeiro, de Belo Horizonte) e o segundo com camisas com listras verticais em azul e branco, calção branco e meias com listras horizontais também em azul e branco.
Tinha um gavião como símbolo.
Norberto Fernandes Teixeira foi eleito o primeiro Presidente da A. E. Cruzeiro do Sul.
Aproveitando a paralisação do certame oficial de 1961, o Cruzeiro do Sul fez um amistoso visando a assegurar boa estrutura para sua equipe. No dia 14 de janeiro de 1962, venceu o Carioca, por 4 x 3.
No dia 20 de janeiro de 1962 foi até a cidade goiana de Luziânia, vencendo o clube local por 2 x 0, quebrando uma invencibilidade de 54 jogos do Luziânia.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho de 1962 participou do Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo também Presidência e Guanabara.
No dia 30 de maio, estragou a festa do clube promotor, vencendo o Alvorada por 6 x 1. No dia 3 de junho, perdeu a final para a A. E. Presidência, por 3 x 1.
Veio o Torneio Início, em 10 de junho de 1962, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Logo no primeiro jogo, foi derrotado pelo Rabello, por 3 x 0.
Cedeu o zagueiro Edilson Braga para a Seleção que representou o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de 1962.
O Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1962 dividiu-se em duas zonas: Norte e Sul. O Cruzeiro do Sul ficou na Zona Sul, onde fez sua estréia na competição no dia 8 de julho de 1962, no Estádio Vasco Viana de Andrade, perdendo para o Grêmio por 1 x 0. Só foi conseguir a primeira vitória já no segundo turno da competição, no dia 19 de agosto de 1962, ao derrotar o Colombo, por 4 x 2. Morales (2) e Walmir (2) marcaram os gols do Cruzeiro do Sul. E foi só essa. Foram oito jogos no total e mais dois empates e cinco derrotas. Marcou 7 gols e sofreu 15. Ficou na penúltima e nona colocação, à frente somente do Alvorada, que desistiu da competição.
Utilizou os seguintes jogadores: goleiros – David e Assis; defensores – Vicente, Meridian, Mello, Adalberto, Morales e Miro; atacantes – Laerte, Foguinho, Barros, Chumbinho, Chaves, Walmir, Isnard e Aguinaldo.
O ano de 1962 não foi de todo ruim para o Cruzeiro do Sul, pois este venceu o primeiro campeonato brasiliense da categoria de juvenis, com apenas um ponto perdido. Participaram da competição os mesmos clubes que disputaram a Primeira Divisão.
Para o ano de 1963, o Cruzeiro do Sul passou a contar com a administração da dupla Norberto Teixeira e Jackson Roedel, o que lhe renderia bons frutos.
Além de manter os bons jogadores de 1962, tais como Edilson Braga e Morales, o Cruzeiro do Sul reforçou o time, contratando bons jogadores dos clubes locais e também de outros Estados, tais como Ceninho, que jogou no futebol carioca (no Fluminense e no América), e Beto Pretti, que era jogador do Atlético Mineiro.
Com isso, conquistou de forma brilhante o título de campeão brasiliense de 1963, com uma campanha impecável: nos 16 jogos que disputou, venceu 10, empatou 5 e perdeu apenas 1. Marcou 39 gols e sofreu 14. Além disso, teve os dois principais artilheiros do campeonato, Ceninho, em 1º (com 10 gols) e Beto Pretti, em 2º (juntamente com Nilson, do Nacional), com 9.
Os jogadores utilizados pelo Cruzeiro do Sul foram: Goleiros – Zezinho e João Luís; Defensores – Edilson Braga, Aderbal, Mello, Davis, Morales, Humberto, Remis, Valdemar, Pedrinho e Pedersoli; Atacantes – Foguinho, Zezito, Ceará, Beto Pretti, Moisés, Ceninho, Omar, Quarteroli, Belini, Raimundinho, Paulinho, Isnard e Zezé.
Na “Seleção do Ano” escolhida pelo DC-Brasília, o Cruzeiro do Sul cedeu Beto Pretti, Ceninho e Quarteroli. Além disso, Beto Pretti foi escolhido o “craque do campeonato” e Gil Campos, o melhor treinador do ano de 1963.
No final deste ano, com a saída de Jackson Roedel para o Rabello (que iria aderir ao profissionalismo no ano seguinte), vários jogadores do Cruzeiro do Sul foram com ele, tais como Aderbal, Ceninho, Beto Pretti e outros.
Assim sendo, não estava mais com sua força máxima quando enfrentou o Vila Nova, de Goiânia (GO) pela Taça Brasil de 1964. No primeiro jogo, em 26 de julho de 1964, em Goiânia, perdeu por 3 x 1. No jogo de volta, em Brasília, foi desclassificado com o empate de 2 x 2.
Defenderam o Cruzeiro do Sul na Taça Brasil os seguintes jogadores: João Luís, Zé Paulo, Melo, Davis e Pedersoli; Mário César e Fino (Beline) (Waldemar); Zezito, Baiano, Paulinho (Abel) e Zezé.
Não adotou o profissionalismo no ano de 1964 e ficou em quarto lugar no campeonato brasiliense de amadores, atrás de Guanabara, Dínamo e Nacional. Foram sete vitórias, dois empates e três derrotas nos doze jogos que disputou.
Como consolo, conquistou a Taça Eficiência de 1964, três pontos à frente do campeão Guanabara, e novamente venceu o campeonato brasiliense de juvenis, com apenas três pontos perdidos.
Continuou perdendo peças importantes para os clubes que aderiram ao profissionalismo e em 1965 realizou péssima campanha no campeonato brasiliense de amadores, chegando em último lugar, sem conquistar ao menos uma vitória.
Em 1966, mais um ano ruim para o Cruzeiro do Sul, novamente último colocado no campeonato brasiliense de amadores.
Em 20 de fevereiro de 1967, a A. E. Cruzeiro do Sul enviou ofício nº 3/67 a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua inscrição no campeonato de profissionais. Uma semana depois, aconteceu a Assembléia Geral que elegeu sua nova diretoria, tendo à frente o ex-presidente da Federação, Wilson Antônio de Andrade.
Para concorrer com os fortes adversários, trouxe muitos jogadores do interior de Minas Gerais e também aproveitou alguns jogadores da sua base, sendo o de maior destaque o meio-de-campo Alencar (que mais tarde jogaria no Ceub).
E os resultados não demoraram para aparecer. Foi vice-campeão do Torneio Início (disputado em 11 de junho de 1967). Logo depois, nos dias 16 e 18 de junho, conquistou o torneio interestadual em comemoração ao 9º aniversário de Taguatinga. Os jogos foram realizados no recém-inaugurado estádio do Flamengo (Ruy Rossas do Nascimento). O Cruzeiro do Sul venceu o Flamengo (3 x 2) e, na decisão, contra o Clube do Remo, do Pará, vitória de 1 x 0,  gol de Ribamar.
Também conquistou um torneio quadrangular realizado na cidade do Gama, em novembro de 1967, vencendo a A. A. Cultural Mariana (2 x 1) e, na decisão, marcou 4 x 3 sobre o Coenge. O outro time que participou do torneio foi o Rabello.
Para coroar o seu bom primeiro ano no profissionalismo, ficou com o vice-campeonato brasiliense, somente atrás do Rabello, à frente de Colombo, Defelê, Flamengo e Guará.
Utilizou os seguintes jogadores: Goleiros – Waldemar e Vicente; Defensores: Juca, Grover, Elias, Maninho, Brigadeiro, Adilson, Ercy, Elinho e Aderbal; Meias e Atacantes – Ramalho, Geraldo, Alencar, Mário César, Paulada, Nando, Luciano e Edgard.
Não conseguiu manter a ótima performance de 1967 no ano seguinte (1968). No campeonato brasiliense deste ano, disputado por apenas cinco equipes, o Cruzeiro do Sul ficou em 4º. Foram apenas duas vitórias nos oito jogos que disputou.
Sua última participação no campeonato de 1968 aconteceu no dia 22 de maio, com derrota de 3 x 0 diante do Defelê. Foi a última vez de forma oficial que o Cruzeiro do Sul entrou em campo.
Preferiu ficar de fora do campeonato brasiliense de 1969, quando a Federação resolveu juntar em sua competição oficial clubes profissionais com amadores, e também do ano seguinte, 1970.
Em 22 de junho de 1971 aconteceu a Assembléia Geral de Clubes que aprovou a desfiliação do Cruzeiro do Sul.

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Clubes do Distrito Federal – Esporte Clube Planalto (Brasília)

Fundado em 26 de fevereiro de 1959, na cidade de Brasília (DF), o Esporte Clube Planalto foi idéia de Duílio Moor Costa, radialista, que mantinha um programa de auditório na Rádio Nacional, e funcionário do Banco do Brasil. Ele foi fundador e primeiro presidente do alviverde Planalto, que tinha cores e uniforme semelhantes ao do Palmeiras, de São Paulo.
Também faziam parte da diretoria do Planalto Demétrio Casas Neto e Maximino Rodrigues Bergman, que passou a ser o presidente do Planalto logo depois de Duílio Costa.
Antes mesmo da criação do novo clube, foi erguido o primeiro “estádio” em Brasília, por iniciativa da Construtora Planalto, no Acampamento Tamboril, na Vila Planalto, próximo à Praça dos Três Poderes. Tendo à frente seu presidente, Duílio Costa, as obras foram realizadas em apenas dez dias, sendo cercado o campo com madeira, colocado alambrado e uma arquibancada que comportava cerca de 700 pessoas. O “estádio” passou a ser chamado de “Duílio Costa”.
A inauguração aconteceu em 14 de janeiro, dia do aniversário de Duílio Costa, de 1959, quando foi realizado um quadrangular entre o anfitrião (Planalto), Nacional, Novo Horizonte e Assiban, saindo vencedor o E. C. Planalto. Foram oferecidos diversos troféus e medalhas aos vencedores. Foi uma grande festa esportiva que reuniu um grande número de autoridades e assistentes.
No dia 16 de março de 1959, numa memorável reunião na Cantina do IAPI, com a presença de cerca de 50 esportistas, foi fundada a Federação Desportiva de Brasília, sendo o Esporte Clube Planalto um dos clubes fundadores da entidade.
O Planalto participou do primeiro campeonato de futebol realizado no Distrito Federal, antes mesmo da inauguração da Capital do Brasil, Brasília.
Os 19 clubes inscritos no campeonato foram divididos em duas chaves: Zona Sul e Zona Norte. O Planalto fez parte da Zona Norte.
Conforme estabelecido no regulamento, os clubes jogariam dentro de suas respectivas zonas, em turno e returno, com os vencedores decidindo, numa série “melhor-de-três”, o título de campeão da cidade.
Com o decorrer dos jogos muitos clubes desistiram de continuar na competição.
O Planalto foi o vencedor da Zona Norte e decidiu o título com o Grêmio, campeão da Zona Sul.
Foram três jogos: no dia 8 de novembro, o Grêmio venceu por 4 x 2. Uma semana depois, 15 de novembro, aconteceu empate em 3 x 3. Mais uma semana, 22 de novembro, e mais uma vitória do Grêmio, desta vez por 1 x 0, deixaram o Planalto com o vice-campeonato.
Nos três jogos da final, o Planalto utilizou os seguintes jogadores: Issinha, Rochinha (Louro) (Paulinho) e Gringo (Liliu); Divino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson Galdino (Santa Helena) e Prego (Ferrete).
Desses, Issinha e Edson Galdino foram campeões de Anápolis, pelo Ypiranga, e foram contratados para reforçar o time.
Seu técnico era Sílvio Costa, funcionário da NOVACAP, que teve uma passagem pelo Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
Em 1960, pouco tempo depois da inauguração de Brasília, o Planalto trouxe, pela primeira vez, uma equipe do Rio de Janeiro para jogar no Distrito Federal.
O Canto do Rio, clube de Niterói, vinha de uma excursão de mais de 30 dias por cidades de Minas Gerais e Goiás. No dia 28 de maio de 1960, no campo do Planalto, o Canto do Rio venceu o Planalto por 2 x 0. O Planalto formou com Issinha, Ferreira e Amauri; Volney, Jales e Louro; Ribamar, Pedrinho, Edson, Itiberê e Moreira (Prego).
No dia 5 de junho de 1960, o Planalto empatou em 2 x 2 com o Defelê, jogo que terminou em pancadaria generalizada.
De 3 de julho a 7 de agosto, o Planalto participou do Troféu Danton Jobim, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, juntamente com outros onze clubes, que foram divididos em três grupos. O Planalto fez parte do Grupo A, com ECRA (Edilson Mota), Brasil Central e Consispa.
No dia 3, aplicou uma sonora goleada no Consispa: 9 x 1. No dia 10, venceu o Edilson Mota, por 2 x 0. Confirmou o primeiro lugar do Grupo ao vencer, no dia 17, o Brasil Central, por 3 x 0.
No triangular final, entre os vencedores de grupos, no dia 24 de julho perdeu para o Ribeiro, por 3 x 1, e venceu a ENACO, por 2 x 0, no dia 7 de agosto, ficando com a segunda posição no torneio.
Em 21 de agosto, reencontrou o Grêmio, perdendo por 1 x 0, em jogo que serviu para os festejos de inauguração de obras no estádio do Grêmio.
No dia 4 de setembro, aconteceu o Torneio Início do Campeonato Brasiliense de 1960, que levou o nome de Taça “Governador Roberto Silveira”. Solicitaram inscrição 16 clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No terceiro jogo do dia, o Planalto fez 1 x 0 no Industrial, gol de Edson Galba. No décimo jogo, nova vitória do Planalto de 1 x 0 sobre o Sobradinho, gol de Edson Galba, cobrando pênalti. Em seu penúltimo jogo, o 13º do dia, o Planalto voltou a vencer por 1 x 0, desta vez ao Guanabara, gol de Carlos.
Na final, o Rabello venceu o Planalto por 1 x 0 e conquistou o título do Torneio Início.
Os vice-campeões do Planalto foram Issinha, Ventura, Ferreira e Rhodios; Wolney e Carlos; Paulista, Moreira, Cardoso, Edson Galba e Prego.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo, como foi o caso do Planalto, foram cabeças-de-chave. O Planalto ficou no Grupo C, juntamente com Defelê, Guanabara e Pederneiras.
Na primeira rodada, no dia 18 de setembro de 1960, o Planalto venceu o Pederneiras, por 3 x 0, gols de Zé Carlos (2) e Rui.
Uma semana depois, a segunda rodada e nova vitória, desta vez sobre o Defelê, por 3 x 2. Rui, duas vezes, e Ferrete marcaram para o Planalto.
A terceira e última rodada do torneio classificatório aconteceu no dia 9 de outubro, quando o Planalto venceu o Guanabara, por 4 x 1, gols de Roberto (2), José Francisco e João Pinheiro.
Após esses resultados, o Planalto garantiu vaga na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense de Futebol de 1960.
O Campeonato de 1960, o primeiro oficial, foi realizado em um único turno e o troféu do campeão levou o nome de Taça “Juscelino Kubitschek”.
A estréia do Planalto aconteceu no dia 27 de novembro de 1960, em seu campo, empatando em 3 x 3 com o Nacional. Cardoso, Cuiabano e Alemão marcaram para o Planalto.
No final, o Planalto obteve a terceira colocação, com 10 pontos ganhos, junto com o Guará e um ponto apenas atrás do campeão Defelê. Foram quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Marcou 24 gols e sofreu 10.
Esta classificação poderia ter um desfecho diferente. Em 1º de dezembro de 1960, o Planalto apresentou ofício, de nº 23/60, pleiteando o ganho do ponto perdido no jogo contra o Nacional (3 x 3), em 27 de novembro de 1960, com base na inclusão do jogador Jurandir Gouveia Damasceno, sem condições de jogo conforme era previsto no artigo 276 do Código Brasileiro de Futebol (além disso, o Nacional não apresentou as carteiras de seus jogadores, sendo-lhe aplicada a multa de CR$ 1.100,00). Acontece que a partida foi aprovada pela FDB em 29 de novembro de 1960. Caso o clube tivesse feito o seu protesto antes de ser exarado o despacho da FDB, teria recuperado os pontos, obrigando a realização de uma partida extra entre Defelê e Planalto para se conhecer o campeão de 1960.
Eis alguns jogadores que defenderam o Planalto no campeonato de 1960:
Goleiros: Issinha e Raspinha; Defensores: Hudson, Edson Galba, Ferreira, Moreira, Nilo, Pernambuco e Cardosinho; Atacantes: Ferrete, Cardoso, Cuiabano, Roberto, Leônidas, Viola, Gesil, Pedrinho e Alemão. Técnico: Alfredo De Lucca.
O Planalto começou o ano de 1961 participando do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, competição da qual tomaram parte os cinco primeiros colocados da Primeira Divisão de 1960 e mais o Sobradinho, campeão da Segunda.
Não teve um bom desempenho, ficando na quinta colocação.
Na primeira vez que se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília, em 1961, o Planalto cedeu seis jogadores: Raspinha, Jair, Edson Galba, Loureiro, Enes e Gesil, a maior parte deles como titular.
Veio o Torneio Início, em 9 de julho de 1961, no campo do Guará, e o Planalto foi derrotado logo na primeira rodada: 1 x 0 para o Defelê.
No campeonato de 1961 (iniciado em 16 de julho) o Planalto também começou a todo vapor: duas vitórias (4 x 1 Nacional e 1 x 0 Grêmio), um empate (1 x 1 Defelê) e uma super goleada (9 x 1 Sobradinho) fizeram com que o Planalto fosse apontado como um dos favoritos ao título. Mas vieram as derrotas (total de quatro) e o título ficou mais uma vez adiado. Ficou na quarta colocação, atrás de Defelê, Rabello e Guará.
Utilizou esses jogadores: Goleiros: Issinha e Raspinha; Defensores: Edson Galba, Hudson, Osvaldo, Jair, Moreira, Wolney, Enes e Ferreira; Atacantes: Azulinho, Ferrete, Vitinho, Brasil, Rui, Elói, Lima, Leônidas e Negão.
No dia 15 de abril de 1962, o Planalto não compareceu ao jogo que valia pelo Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça “Embaixador Sette Câmara”, contra o Guará, sem dar qualquer justificativa. Julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva, primeiramente foi multado e, posteriormente, suspenso por 200 dias. Em 12 de junho de 1962, Hugo Mósca, Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Desportiva de Brasília, negou o efeito suspensivo pedido pelo Planalto.
Suspenso pelo TJD, o Planalto não pôde participar do Campeonato de 1962.
Em 1963, filiou-se à Liga dos Clubes Independentes. Sem contar mais com os jogadores de nome, ficou na sexta e penúltima colocação.
Logo depois, o clube deixou de existir. Como muitos, foram desativados após a retirada de Brasília das inúmeras construtoras que aqui estiveram para a construção da Capital Federal.

Obs: O Clube Atlético Planalto, que disputou o Campeonato Brasiliense de 1970 não tem nenhuma relação com o antigo Planalto. Era da cidade do Gama.

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Clubes do Distrito Federal: Associação Atlética Relações Exteriores (Brasília – DF)

A Associação Atlética Relações Exteriores foi fundada em Brasília (DF), no dia 4 de agosto de 1973, por funcionários do Ministério das Relações Exteriores.
A primeira diretoria foi escolhida nessa mesma data e ficou assim constituída: Presidente – Hermínio Affonso; Vice-Presidente Administrativo – Olavo Coelho Pinho; Vice-Presidente de Esportes – Hélio de Oliveira; Vice-Presidente Recreativo – José Antônio Diogo; 1º Secretário – Ângelo Vicente; 2º Secretário – Adilson Dantas da Silva; 1º Tesoureiro – Ênio Flores de Lyra; 2º Tesoureiro – Newton da Costa Ribeiro; Diretor Social – Hélio José Xavier; Diretor de Esportes – Zeferino Féo; Diretor de Patrimônio – Nilton Soares da Costa; Diretor de Relações Públicas – Carlos Alberto Lopes da Silva; Diretor Infanto-Juvenil – Rubens Álvares de Almeida; Diretor Médico – Nelson Miranda e Diretor Jurídico – Geraldo Affonso Muzzi.
A sede provisória do clube era a sala 13 do subsolo do prédio representativo do Ministério das Relações Exteriores.
As cores oficiais da nova agremiação passaram a ser a verde e a branca, tendo por escudo as iniciais AARE e como símbolo a configuração da pedra que fica em frente à sede do Ministério das Relações Exteriores.
O uniforme número um do Relações Exteriores era composto de camisas e calções brancos com detalhes em verde e os meiões verdes. O número dois tinha camisa verde com detalhes em branco, calções e meiões brancos.
No dia 16 de agosto de 1973 aconteceu a Assembléia Geral da Federação Desportiva de Brasília que aprovou a filiação de vários clubes, dentre eles a A. A. Relações Exteriores.
Poucos dias depois, já fazia sua estreia no campeonato brasiliense de futebol amador. No dia 25 de agosto de 1973, no Estádio Pelezão, perdeu para a A. A. Serviço Gráfico, por 2 x 0. Formou com Tião, Valete (Paulo), Zé Mauro, Grossi e Robson; Edmilson, Palito e Arnaldo; Lula (Axel), Zequinha e Paulo César. Técnico: José Carlos D’Almeida.
A primeira vitória e o primeiro gol vieram aconteceram na segunda rodada, no dia 2 de setembro de 1973, ao bater o Jaguar, por 2 x 1. Zequinha foi o autor do primeiro gol da história do Relações Exteriores. Redi marcou o segundo.
Não teve um bom desempenho no 1º turno, ficando com a sétima colocação entre os dez participantes. Nos nove jogos que disputou, venceu quatro e perdeu cinco. Marcou onze gols e sofreu treze.
Veio o segundo turno (sem a presença do Serviço Gráfico) e demonstrou um poder de recuperação impressionante, permanecendo invicto nessa fase, ao vencer sete jogos e empatar um. Foram dezessete gols a favor e apenas quatro contra. Ficou um ponto a frente do Ceub, vencedor do 1º turno.
Com isso, conforme previsto no regulamento da competição, Relações Exteriores e Ceub decidiriam, em melhor-de-três o campeonato brasiliense de 1973.
Nos dois primeiros jogos, realizados nos dias 10 e 17 de fevereiro de 1974, aconteceu empate em 1 x 1.
No terceiro e decisivo jogo, perdeu a chance de conquistar o título em seu primeiro ano de existência, ao ser derrotado por 1 x 0, no dia 19 de fevereiro de 1974, no Estádio Pelezão. Neste jogo formou com Wilsinho, Paulo, Rodolfo, Zé Mauro e Grossi; Edmilson, Arnaldo e Zequinha; Bispo, Lula e Redi.
Sua campanha no campeonato de 1973 foi: 20 jogos, 11 vitórias, 3 empates e 6 derrotas. Assinalou 30 gols e sofreu 20. Totalizou 25 pontos.
Seu centro-avante Humberto foi o artilheiro da competição, com 12 gols.
Alguns jogadores que defenderam o Relações Exteriores em 1973: Goleiros – Wilsinho, Tião e Daniel; Defensores – Valete, Catuca, Paulo, Grossi, Reginaldo, Zé Mauro, Rodolfo, Edmilson, Chico, Robson e Sirlei; Atacantes – Lula, Alex, Palito, Bispo, Benê, Zequinha, Humberto, Arnaldo, Renato, Paulo César e Redi. O técnico era José Carlos D’Almeida, professor de Educação Física da Academia Nacional de Polícia. A média de idade dos jogadores era inferior aos 23 anos.
Quando a imprensa especializada apontou a Seleção do Ano de 1973, três jogadores do Relações Exteriores faziam parte dela: o goleiro Wilsinho, o zagueiro Grossi e o atacante Humberto.
Também no campeonato brasiliense de futebol de 1974 o Relações Exteriores fez um péssimo primeiro turno irregular. Entre sete equipes participantes, ficou na quinta colocação, isso porque dois clubes acabaram desistindo de continuar disputando o campeonato, empatando dois jogos e perdendo quatro, com direito a um grande vexame.
No dia 15 de setembro de 1974, no Estádio Pelezão, sofreu uma tremenda goleada diante do Unidos de Sobradinho, por 8 x 0. Detalhe: a equipe do Relações Exteriores inicou a partida com apenas sete jogadores. A partida foi interrompida aos 38 minutos do 1º tempo, quando o atleta do Relações Exteriores, João Luiz, contundiu-se e o clube ficou com apenas seis atletas (número de jogadores insuficiente para uma equipe prosseguir o jogo). Posteriormente, com a desistência do Unidos de Sobradinho, o Relações Exteriores recuperou os pontos perdidos.
Esperava-se uma melhor campanha no segundo turno, tal qual acontecera em 1973. Mas isso não aconteceu! Perdeu os quatro jogos que disputou e, novamente, deu vexame no dia 17 de novembro de 1973, quando foi goleado pelo Ceub, por 4 x 0. A equipe do Relações Exteriores iniciou a partida com apenas oito jogadores. O jogo foi encerrado aos 40 minutos do 1º tempo, logo depois da marcação do quarto gol, em razão da equipe do Relações Exteriores haver ficado reduzida a seis atletas.
Começou o ano de 1975 disputando um torneio quadrangular promovido pela Federação, juntamente com Canarinho, Guadalajara e Humaitá. Ficou na terceira colocação, após esses resultados: 0 x 3 Humaitá, 0 x 0 Canarinho e 6 x 3 Guadalajara.
No campeonato, disputado por um total de oito equipes, o Relações Exteriores teve o mérito de ser a equipe que mais somou pontos. Por um desses caprichos do regulamento, o campeonato foi dividido em dois turnos, quando foi segundo colocado em ambos: no primeiro, ficou atrás do CSU, e no segundo, do Campineira. Esses dois clubes decidiram o campeonato. O Relações Exteriores ficou com o terceiro lugar, com a seguinte campanha: 14 jogos, 9 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 29 gols a favor e 16 contra.
A Associação Atlética Relações Exteriores foi desativada em 1976, após reconhecer que não tinha estrutura para acompanhar a implantação definitiva do profissionalismo no futebol do Distrito Federal.

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida