Arquivo do Autor: Julio Bovi Diogo

Clubes do Maranhão – Sport Club Luso Brasileiro (São Luís)

O Sport Club Luso Brasileiro foi fundado em 24 de fevereiro de 1917, pelo comerciante português Edgar Figueira. Sua sede ficava na Praça João Lisboa e o campo na Quinta do Monteiro (Rua do Passeio ou Rodrigues Fernandes), ao lado do Hospital Português (onde hoje se encontram vários imóveis e o prédio do SENAC).
Apesar do nome “Luso”, de funcionar ao lado do Hospital Português e do Centro Republicano Português, e de ter sido fundado por um português, o clube não tinha as cores de Portugal, mas sim o azul e o branco (provavelmente em homenagem ao clube português F. C. Porto, fundado em 1893, cujo uniforme era similar, além de um detalhe no escudo).
A agremiação estava fortemente respaldada pela inclusão de antigos associados do Fabril Athletic Club, que tinham feito a opção pelo novo clube.
A primeira diretoria foi assim composta: Presidente: Manoel Antônio Araújo; 1º Secretário: Diamantino Nina de Oliveira; 2º Secretário: Flávio Pereira Tribuzi; Tesoureiro: Albino Augusto Pinto e Diretor de Esportes: Albino Ribeiro de Farias.
A primeira equipe foi formada com Cavalcanti, Barbosa e Flavino; Abílio, Diamantino e Nunes; Miguel, Oliveira, Bizarro, Saraiva e Braga.
A diretoria arrendou junto ao Hospital Português, a antiga Quinta Monteiro, à margem da Rua do Passeio. Feito o campo, a estréia deu-se diante dos marujos do Cruzador brasileiro “Tiradentes”, com o Luso Brasileiro vencendo por 2 x 1.
Logo depois, o Luso passou a reforçar sua equipe, que passou a escalar-se com Tavares (capitão), Guilhon e Santa Maria; J. Rêgo, Napoleão e Bernardo; Lauro, Raul, Monterrey, Jupira e Seltz.
O número de associados cresceu tanto que o clube acabou constituindo duas equipes para as disputas internas: o Saturno e o Júpiter.
Depois do jogo com os marujos, tem-se notícia de uma outra apresentação do “alvi-azul”, quase no final de 1917. Teria acontecido no dia 16 de dezembro, diante do Militar, time do 48º Batalhão de Caçadores. O Luso venceu por 2 x 0.
Com a presença de uma nova força no futebol maranhense, começava a esperança de estruturar-se o futebol do Estado, criando-se uma Liga capaz de congregar os clubes, que já existiam em quantidade regular.
Uma das primeiras tentativas foi a criação da Liga Maranhense de Sports, em 27 de março de 1917, reunião da qual fez parte o Luso Brasileiro.
A festa de inauguração da Liga, marcada para o dia 1º de abril, no F. A. C., seria em benefício dos desabrigados das cheias do rio Itapecuru e se mostrou como um evento grandioso, que contou com jogos entre as nove agremiações fundadoras.
O Luso compareceu com a seguinte equipe: Cavalcanti, Barbosa e Flaviano; Abílio, Diamantino e Nunes; Miguel, Oliveira, Bizarro, Saraiva e Braga. No sorteio, coube ao Luso enfrentar o F. A. C., que venceu por 3 x 0.
O Luso Brasileiro foi campeão maranhense nos anos de 1918, 1919, 1922 a 1927 e vice-campeão em 1921 e 1928.

Fonte: Terra, Grama e Paralelepípedos e Esporte Um Mergulho no Tempo.

Excursão do Maguari (CE) ao Maranhão em 1928

Em 1928 o MAGUARI ESPORTE CLUBE de Fortaleza realizou uma excursão ao Maranhão. Abaixo os resultados colhidos pela equipe cearense:

Maguari 2×3 24º Batalhão de Caçadores
Data: 02 de agosto de 1928
Local: São Luís
Gols: Heitor e João Barbosa

Maguari 8×2 Syrio
Data: 05 de agosto de 1928
Local: São Luís
Gols: Dudu (3), Viriato (2), Heitor, Rolinha e Aluisio

Maguari 2×1 Vasco da Gama
Data: 09 de agosto de 1928
Local: São Luís
Gols: Rolinha e Dudu

Maguari 3×3 Luso Brasileiro
Data: 12 de agosto de 1928
Local: São Luís
Gols: Dudu, Braz e Viriato

Fonte: Jornal O Povo / CE

Torneio Início Potiguar – 1961

Data: 11 de Junho de 1961
Local: Estádio Juvenal Lamartine, em Natal
Renda: Cr$ 67.920,00

1º Jogo – Riachuelo 2×0 ABC
2º Jogo – Alecrim 1×0 Globo
3º Jogo – Atlético 1×0 Ferroviário
4º Jogo – Alecrim 0x0 Riachuelo (3×2 pen)
Final – Alecrim 0x0 Atlético (2×1 pen)

Campeão – Alecrim Futebol Clube (Natal – RN)

Fonte: Folha de São Paulo / SP

Torneio Início Paraense – 1918

Data: 21 de abril de 1918
Local: Campo do Clube do Remo, em Belém

1º jogo – União 1×1 Yole (2×0 esc)
2º jogo – Luso Brasileiro 1×0 Paysandu
3º jogo – Remo 0x0 Brasil (1×0 esc)
4º jogo – Nacional 0x0 União (2×1 esc)
5º jogo – Remo 0x0 Luso Brasileiro (1×0 esc)
Final – Nacional 2×0 Remo

Campeão – Atlético Nacional Clube (Belém)

Fonte: Livro “História do Clube do Remo”

Clubes do Distrito Federal – Clube dos Servidores da Universidade (Brasília)

O Clube dos Servidores da Universidade foi fundado em 6 de abril de 1966 por funcionários, servidores e alunos da Universidade de Brasília (UnB). Teve como seu primeiro presidente Carlos Augusto Vilalva Negreiros Falcão.
As cores do clube eram azul, verde e branco.
Naquele ano (1966), a Federação Desportiva de Brasília tinha campeonatos de futebol em três categorias: profissionais, amadores e Departamento Autônomo. O CSU optou por este último em seu primeiro ano de vida.
No dia 5 de junho de 1966, estreou no Torneio Início do Departamento Autônomo com derrota de 2 x 1 para a Civilsan.
O campeonato do Departamento Autônomo daquele ano foi dividido em três seções: Taguatinga, Plano Piloto e Sobradinho.
O CSU classificou-se em primeiro lugar na Seção Plano Piloto, superando outros oito times. Juntamente com a A.E.B., passou para a Fase Final (chamada de Supercampeonato), disputada pelos dois primeiros classificados de cada seção. Desconhecemos o resultado final dessa competição.
No dia 11 de dezembro de 1966 disputou um amistoso com o Rabello, perdendo por 2 x 1.
No ano seguinte, 1967, o CSU foi um dos clubes amadores que chegaram a realizar uma reunião para a elaboração de um campeonato com as agremiações dessa categoria. O campeonato acabou não vingando.
A mesma coisa aconteceu em 1968. Foram dois anos sem disputar nenhuma competição oficial da Federação Desportiva de Brasília.
No dia 10 de março de 1969, aconteceu a Assembléia Geral Extraordinária da qual tomaram parte os presidentes e representantes de todos os clubes filiados a F.D.B.
A Federação, então, criou um torneio chamado de “Taça Brasília”, podendo concorrer ao mesmo, todos os clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais.
Inscreveram-se 24 equipes. O torneio foi em dois turnos, sendo que para o segundo só se classificariam os seis primeiros colocados de cada grupo.
O CSU fez sua estréia no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo (do Defelê), empatando em 1 x 1 com o Jaguar.
Na primeira fase ficou em 4º lugar no Grupo A. Foram dez jogos, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Marcou 24 gols e sofreu 18.
Na Fase Final, ficou com a nona colocação entre os 12 clubes participantes. Nos onze jogos que disputou, conseguiu vencer três, empatar outros três e foi derrotado em cinco oportunidades. Marcou dezoito gols e sofreu vinte e dois.
Dois foram os artilheiros do torneio, com 11 gols, sendo que um deles, Paulinho (Paulo Rogério Ferreira Campos), pertencia ao CSU.
Eis os nomes de alguns jogadores que defenderam o CSU na Taça Brasília de 1969: Goleiros: Neniomar e Pena; Defensores: Zeca, Cesar, Monteiro, Walfrido, Roque, Nilo, Isnard e Wilson; Atacantes: Cacá, Cleuber, Júlio, Walter, Sabará, Paulinho e Totó.
No ano de 1970 voltou a ficar de fora das competições amadoras promovidas pela Federação Desportiva de Brasília.
Retornou em 1971, disputando o Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com outras dez equipes.
O torneio foi marcado por muitos WO, pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da F.D.B.) e suspensos de suas obrigações.
O CSU desistiu de continuar na competição bem antes do seu encerramento.
Em 13 de agosto de 1971 foi realizada a Assembléia que desfiliou seis clubes da F.D.B., entre eles o CSU.
Somente no ano de 1975, quando ainda era amador o futebol de Brasília, o CSU volta a participar de competições promovidas pela então Federação Metropolitana de Futebol.
Primeiramente, participando, de 19 de março a 25 de maio de 1975, da I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal. Não conseguiu ficar entre os oito finalistas que decidiram a Copa.
Em 12 de setembro de 1975 aconteceu a A.G.E. que aprovou uma nova filiação do CSU para a categoria de futebol amador.
Assim, inscreveu-se no campeonato amador de 1975, com mais sete equipes.
Venceu o primeiro turno de forma invicta, com cinco vitórias e dois empates. Foram 15 gols a favor e cinco contra. Com isso, qualificou-se para decidir o campeonato com a Campineira, vencedora do segundo também de forma invicta, numa série “melhor-de-três”.
O final do ano mais as férias do mês de janeiro foram alguns fatos que atrasaram bastante o início da disputa. Assim, somente em 28 de março de 1976, aconteceu a primeira partida da melhor-de-três da decisão do Campeonato de 1975, no Estádio Pelezão. A Campineira venceu por 2 x 1.
No dia 21 de abril de 1976, também no Pelezão, o CSU empatou a série ao vencer a segunda partida por 1 x 0.
A terceira e decisiva partida foi disputada no dia 1º de maio de 1976, novamente no Pelezão. Sob a arbitragem de Roberto Noronha, a Campineira marcou 2 x 0 e ficou com o título de campeã de 1975.
Dentre os jogadores que defenderam o CSU no campeonato de 1975 o destaque ficou com um jogador que mais tarde viria a brilhar em outras equipes do futebol de Brasília: o zagueiro Kidão.
Não demorou muito para seu presidente Álvaro da Silva Neves encaminhar o ofício CSU-06/76, de 17 de maio de 1976, solicitando licença do quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol por um período de dez meses. Nunca mais voltou!

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Torneio Cidade do Recife – 1971

Equipes Participantes:

América Futebol Clube (Recife)
Associação Atlética Santo Amaro (Recife)
Central Sport Club (Caruaru)
Clube Ferroviário do Recife (Recife)
Clube Náutico Capibaribe (Recife)
Íbis Sport Club (Recife)
Santa Cruz Futebol Clube (Recife)
Sport Club do Recife (Recife)

Série A

03.02.1971
Santa Cruz 3×0 Central
07.02.1971
Sport 2×0 Náutico
14.02.1971
Santa Cruz 2×0 Sport
17.02.1971
Santa Cruz 2×1 Náutico
25.02.1971
Náutico 5×0 Central
28.02.1971
Sport 3×0 Central
03.03.1971
Santa Cruz 1×2 Central
07.03.1971
Sport 1×0 Náutico
10.03.1971
Santa Cruz 4×1 Sport
14.03.1971
Náutico 1×1 Santa Cruz
17.03.1971
Náutico 0x1 Central
21.03.1971
Sport 1×1 Central

  • Com estes resultados, o Santa Cruz Futebol Clube do Recife sagrou-se do Torneio Cidade do Recife – Série A

Série B

03.02.1971
Íbis 2×1 América
07.02.1971
Ferroviário 3×1 Santo Amaro
14.02.1971
Íbis 1×0 Santo Amaro
17.02.1971
Ferroviário 4×2 Íbis
25.02.1971
América 1×0 Ferroviário
28.02.1971
Santo Amaro 2×1 América
03.03.1971
América 7×0 Íbis
07.03.1971
Ferroviário 2×1 Santo Amaro
10.03.1971
Santo Amaro 1×0 Íbis
14.03.1971
Ferroviário 3×2 Íbis
17.03.1971
América 2×1 Ferroviário
21.03.1971
América 3×1 Santo Amaro

  • Com estes resultados, o América Futebol Clube do Recife sagrou-se campeão do Torneio Cidade do Recife – Série B

Fonte: Arquivos de Carlos Celso Cordeiro (in memorian)

Clubes do Pará – Clube Júlio César (Belém)

O Clube Júlio César foi fundado em 25 de janeiro de 1925, em reunião realizada no Colégio Raymundo Proença, de que era diretor o professor Raymundo Proença. Por muitos anos o grêmio esmeraldino teve a sua trajetória pautada nos princípios do esporte amador, entre os quais se evidenciava o futebol. Em decorrência de ter sido fundado em um estabelecimento de ensino, o Clube Júlio César congregava em suas fileiras grande número de estudantes. A conduta correta, respeitadora e disciplinar dos jogadores do Júlio César, em todas as suas apresentações, fez com que o jornalista Theodoro Brazão e Silva, conceituado cronista esportivo do jornal “Folha do Norte”, passasse a lhe denominar de “O Embaixador da Distinção”.

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Clubes de Minas Gerais – Esporte Clube Renascença (Belo Horizonte – MG)

O Esporte Clube Renascença foi fundado por funcionários e pela diretoria da Fábrica de Tecidos Renascença em 15 de outubro de 1941.
Seu uniforme era camisa e meias brancas e calção preto. O escudo em forma de engrenagem tinha um R ao centro. O estádio do clube que ficava no bairro tinha o nome de Cristiano Guimarães, mas era conhecido como “Eucaliptos”. Era chamado de “time dos tecelões”. Sua sede era na rua Botucatu, 177.
Começou disputando as competições do futebol amador promovidas pela Federação Mineira de Futebol. Em 1947 construiu seu estádio e pediu inscrição no Campeonato da Cidade de 1948. O ingresso no certame era complicado, pois dependia da aprovação dos clubes. A inscrição do Renascença não foi aceita, pois temiam que os seus jogos causassem déficit nas arrecadações.
Em 1958 a Federação Mineira de Futebol aceitou a inscrição de diversos clubes, dentre eles o Renascença. Devido ao grande número de inscritos, houve a necessidade de se organizar um torneio eliminatório para definir as equipes que iriam disputar o Estadual. O Renascença perdeu a oitava vaga para o Cruzeiro e ficou fora do certame.
Em 1959, voltou a disputar o Torneio Classificatório e conseguiu uma das vagas para o Campeonato.
Disputou os Campeonatos Mineiros de 1959 (9º); 1960 (10º); 1961 (11º); 1962 (10º); 1963 (11º); 1964 (11º); 1965 (11º) e 1966 (12º), quando foi rebaixado para a Segunda Divisão.
Seu maior momento de glória ocorreu em 25 de maio de 1961. Naquele dia, o Renascença, comandado pelo ex-zagueiro Gerson dos Santos, conquistou a terceira edição da Copa Belo Horizonte, ao vencer o Atlético por 2 x 0, no Estádio do Barro Preto (o Atlético vencera em 1959 e o Cruzeiro em 1960). A equipe foi campeã sem levar gol em nenhum dos cinco jogos, contra Cruzeiro, Atlético, América, Sete de Setembro e uma seleção do Departamento de Futebol Amador da Federação Mineira de Futebol.

Fonte: Arquivo de José Ricardo Caldas e Almeida