Clubes do Distrito Federal – Associação Atlética Guanabara (Brasília)

No ano de 1960, quando aconteceu a transferência de vários funcionários da Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro para Brasília, logo aconteceu uma mobilização com o objetivo de ser criado um clube esportivo que agregasse todo esse pessoal.
Surgiu, assim, o Clube Esportivo Câmara dos Deputados. Com esse nome, disputou, em 17 de julho de 1960, um amistoso contra o Grêmio. Foi derrotado por 4 x 2.
Esse mesmo clube passou a ser, a partir de 15 de agosto de 1960 (data oficial de sua fundação), a Associação Atlética Guanabara. Dentre seus fundadores estavam Mário Fonseca Saraiva, Lincoln de Sena Gonçalves, Sylvio Carlos Knapp Didier, Carlos Brasil de Araújo e Matheus Octávio Mandarino.
Como a maioria era torcedora do Clube de Regatas Flamengo, do Rio de Janeiro, suas cores oficiais passaram a ser vermelha e preta e seu uniforme era idêntico ao do rubro-negro carioca, ou seja, camisa com listras horizontais em vermelho e preto, calção branco e meias listradas em vermelho e preto.
Mário Fonseca Saraiva exercia funções de destaque na Câmara dos Deputados; velho militante do esporte, exerceu o cargo de Secretário da antiga CBD, mesmo depois de radicado em Brasília.
No dia 16 de agosto de 1960 aconteceu a Assembléia Geral que concedeu filiação a A. A. Guanabara.
No dia 21 de agosto de 1960 disputou seu primeiro jogo com o novo nome, um amistoso contra o Nacional, jogo cujo resultado final não conseguimos descobrir. Uma semana depois, em 28 de agosto, realizou outro amistoso, também com o resultado desconhecido.
No dia 4 de setembro de 1960, aconteceu o Torneio Início, a primeira competição organizada pela nova entidade dirigente dos esportes em Brasília, a Federação Desportiva de Brasília. Solicitaram inscrição 16 clubes, dentre eles a A. A. Guanabara e os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
Logo em sua primeira participação, uma surpresa: empate de 0 x 0 com o Defelê (que viria a ser tricampeão brasiliense de 1960 a 1962); na decisão por pênaltis, vitória do Guanabara por 3 x 2. No segundo jogo, vitória de 1 x 0 sobre o Expansão, gol de Walfredo. Na semifinal, foi derrotado pelo Planalto, por 1 x 0.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda. Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo foram cabeças-de-chave. O Guanabara integrou o Grupo C (com jogos no campo do Planalto), juntamente com Defelê, Pederneiras e Planalto.
Na primeira rodada do torneio classificatório, no dia 18 de setembro de 1960, o Guanabara foi goleado pelo Defelê, por 4 x 0. Uma semana depois, em 25 de setembro, nova derrota por goleada, desta vez para o Pederneiras: 4 x 1. Brasil marcou o gol do Guanabara. Curiosidade: Neiva, do Guanabara, foi expulso de campo; no entanto, o árbitro, João de Souza não conseguiu retirá-lo, ficando o jogador até o final da partida. Na terceira e última rodada do torneio classificatório, em 9 de outubro, outra vez foi goleado por 4 x 1, diante do Planalto.  Com isso, o Guanabara passou a fazer parte da Segunda Divisão.
O campeonato da Segunda Divisão foi disputado em turno único e contou com a participação de seis equipes: Associação Atlética Guanabara, Brasil Central Atlético Clube, Esporte Clube Industrial, Esporte Clube Real de Brasília, Sobradinho Esporte Clube e o Trópicos Atlético Clube. O Guanabara ficou na terceira colocação, invicto, com a seguinte campanha: cinco jogos, duas vitórias e três empates; marcou dez gols e sofreu sete.
Em 1961 continuou na Segunda Divisão. No dia 9 de julho foi realizado o Torneio Início da Segunda Divisão (com quatro equipes) e o Guanabara conquistou seu primeiro troféu de campeão, ao derrotar o La Salle (2 x 0) e o Colombo, na final, por 3 x 1. Estreou na Segunda Divisão no dia 6 de agosto de 1961, com uma goleada de 4 x 1 sobre o La Salle.
No dia 7 de setembro de 1961, disputou um amistoso com o Guará, com o placar de 0 x 0.
Vencedor do primeiro turno, decidiu o campeonato em uma “melhor-de-três” com o ganhador do segundo, o Colombo. No primeiro jogo, em 12 de novembro de 1961, empate em 1 x 1, com Walfredo marcando para o Guanabara. Duas semanas depois, em 26 de novembro, novo empate, desta vez em 2 x 2, com gols de Walfredo e Barbosinha para o Guanabara. Finalmente, no 3 de dezembro de 1961, no Estádio Israel Pinheiro, vitória do Guanabara sobre o Colombo, por 1 x 0, gol de Walfredo, resultado que lhe deu o título de campeão da Segunda Divisão e a ascensão para a principal divisão do campeonato brasiliense em 1962. Uma das formações do Guanabara foi essa: Ivan Braga, Antônio Carlos Dias (Toninho) e Zenildo Vidal Santos; Pedro Gonçalves de Oliveira (Pedrinho), Antônio Lírio Farneze e Hélcio Rodrigues Dias; Nelício Rodrigues Dias, Hélio Melo Viana, Walfredo Vieira dos Santos, João Dutra Corrêa e Walter de Freitas Oliveira.
Em 1962, quando se reuniu a Seleção de Brasília para o amistoso contra o Vasco da Gama (em 21 de abril: 1 x 1), dois jogadores do Guanabara constavam da lista dos convocados: o goleiro Gonçalinho e o ponteiro-direito Nelício.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho foi disputado o Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo, além desse clube, Presidência, Guanabara e Cruzeiro do Sul. No dia 30, foi derrotado pelo Presidência (3 x 1) e, no dia 3 de junho venceu o Alvorada (2 x 1).
Em 10 de junho aconteceu a primeira participação em uma competição da Primeira Divisão, o Torneio Início, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. E, novamente, surpreendeu a todos ao conquistar o torneio, após o empate de 0 x 0 com o Nacional (nos pênaltis, vitória de 3 x 1), outro empate de 0 x 0, desta vez com o Rabello (nos pênaltis, nova vitória do Guanabara por 2 x 1, chegando, assim, à final contra o Alvorada. No tempo normal de jogo, empate em 2 x 2. Nos pênaltis, vitória do Guanabara por 6 x 5 e a conquista do título de campeão do Torneio Início. O Guanabara formou com João I, Toninho e Isaías; João II, Raimundo (Da Silva) e Julinho (Aragão); Luisinho, Barbosinha, Walter (Bocaiúva), Gilberto e Joãozinho.
Logo depois, participou do Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça “Embaixador Sette Câmara”, com início em 11 de março de 1962.  Seis clubes participaram e o Guanabara ficou com a quinta colocação.
Já o campeonato brasiliense da Primeira Divisão de 1962 teve a participação de dez clubes e foi dividido em duas zonas: o Guanabara ficou na Norte, juntamente com Nacional, Rabello, Defelê e Alvorada. Classificavam-se os três primeiros colocados de cada zona para a Fase Final do campeonato. O Guanabara não obteve êxito: foram sete jogos, uma vitória, dois empates e quatro derrotas; marcou sete gols e sofreu doze. Na classificação geral, ficou com a oitava colocação. Alguns jogadores que defenderam o Guanabara: Goleiro: Cláudio; Defensores: Toninho, Farneze, Zenildo, Agassis, Adilson, João e Julinho; Atacantes: Fuso, Régis, Francisco, Barbosa, Walfredo, Hélio, Eli e Walter. Já o campeonato de aspirantes foi vencido pelo Guanabara, em decisão contra a A. E. Presidência.
O ano de 1963 não começou muito bem: no dia 7 de abril, foi derrotado no amistoso contra o Rabello: 3 x 0. No Torneio Início, realizado em 12 de maio, no campo do Grêmio, Estádio “Vasco Viana de Andrade”, foi desclassificado logo em seu primeiro jogo: jogando contra o Defelê, após empate em 1 x 1, foi derrotado nos pênaltis. E terminou mal o ano de 1963, após disputar o campeonato da Primeira Divisão. Entre nove clubes, ficou com a sexta colocação (16 jogos, 3 vitórias, 7 empates e 6 derrotas; 23 gols a favor e 33 contra). Os jogadores que defenderam o clube foram: Goleiros: Divaldo, Braga e Diogo; Defensores: Zenildo, Toninho, Aldair, Farneze, Agassis, Jair e Isaías; Atacantes: Barbosinha, Eli, Lula, Chico, Walfredo, Hélio, Nilson e Válter.
Em 25 de fevereiro de 1964 aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
O Guanabara preferiu continuar na categoria de amadores.
No dia 10 de maio de 1964 disputou o Torneio Início da Primeira Divisão de Amadores, realizado no Estádio “Aristóteles Góes”. No primeiro jogo venceu o Pederneiras por 1 x 0 e, na decisão do torneio, empatou com o Dínamo em 0 x 0, perdendo o título na cobrança de pênaltis.
Sete clubes participaram da Primeira Divisão de Amadores de 1964: Guanabara, Cruzeiro do Sul, Nacional, Dínamo, Grêmio, Pederneiras e Vila Matias. Após a realização de dois turnos, o Guanabara sagrou-se campeão, com a seguinte campanha: 12 jogos, 7 vitórias, 4 empates e uma derrota; assinalou 28 gols e sofreu 18. Entre os artilheiros do campeonato, a primeira posição (junto com Zezito, do Nacional) pertenceu a Lula, do Guanabara, ambos com oito gols. O segundo artilheiro do campeonato também foi do Guanabara, Azulinho, com 6. Atuaram pelo Guanabara: Goleiro: Diogo; Defensores: Santiago, Walmir, Nelson, Jair, Toninho, Ercy e Agassis; Atacantes: Azulinho, Nelício, Lula, Paulinho, Zezé, Chico e Nilson. Técnico: Adroaldo Lopes. Esse título deu direito ao Guanabara de defender o futebol do Distrito Federal na Taça Brasil de 1965. Foram dois jogos contra o Atlético Goianiense. O Guanabara foi aceito pela CBD para disputar a Taça Brasil daquele ano, desde que fosse satisfeita a exigência de “terreno gramado” e capacidade do estádio para o mínimo de dez mil assistentes.
No primeiro jogo, no dia 18 de julho, em Goiânia, derrota de 2 x 0. O Guanabara formou com João, Nair, Cauby, Pelé e Serginho; Moisés (Zé Raimundo) e Azulinho; Paulo Afonso, Lula, Nelício e Nilson. Uma semana depois, 25 de julho, no Estádio Vasco Viana de Andrade, em Brasília (DF), foi goleado pelo rubro-negro goiano, por 4 x 2. Os gols do Guanabara foram marcados por Paulo Afonso e Nilson. O time foi quase o mesmo do primeiro jogo, com Paulinho no lugar de Nair e Walter revezando com Paulo Afonso na ponta-direita.
Veio o campeonato da Primeira Divisão de Amadores de 1965, com cinco participantes. O Guanabara ficou em segundo lugar, atrás do Pederneiras.
Utilizou esses jogadores: Goleiro: Raspinha; Defensores: Toninho, Zé Luís, Paulinho, Cauby, Nair, Serginho, Agassis e Carneiro; Atacantes: Paulo Afonso, Walter, Zé Raimundo, Lula, Nelício e Nilson. Como consolo, foi o vencedor da Taça Eficiência de 1965.
A Primeira Divisão de Amadores de 1966 contou com cinco clubes participantes. Além do Guanabara, tomaram parte Cruzeiro do Sul, Nacional, Grêmio e Vila Matias. O Guanabara voltou a ser campeão, após uma decisão com o Vila Matias. No dia 8 de outubro, empate em 1 x 1. Em 16 de outubro, novo empate em 1 x 1. Finalmente, no dia 23 de outubro, vitória do Guanabara por 2 x 1, sagrando-se campeão. Ely marcou os dois gols do Guanabara, que formou basicamente com Pena (Frajola), Agassis, Sabará, Francisco e Serginho (Manuel); Geraldo (Aragão) e Jair (Lelé); Nelício (Adilson), Lula (Xavier), Paulinho (Mazinho) e Ely (Walter).
Em 1967 só aconteceu a realização do campeonato brasiliense de profissionais e o Guanabara ficou todo esse tempo sem atividades.
Em 10 de maio de 1968, a Associação Atlética Guanabara decidiu não participar do campeonato de futebol amador. A justificativa era concentrar esforços no sentido de construir a sua praça de esportes. Isso nunca aconteceu. Não disputou nenhuma competição oficial neste ano e nos três próximos anos.
No dia 22 de junho de 1971 aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a desfiliação da A. A. Guanabara.

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Clubes de São Paulo – Associação Atlética Palmeiras (Jaú)

Nome: Associação Atlética Palmeiras
Endereço: Rua Capitão José Ribeiro, 352 – Jaú / SP
Fundação: 06 de janeiro de 1930
Cores: azul / vermelho / branco
Histórico: Disputou a 2ª Divisão Paulista nos anos de 1950 e 1951. Após esta experiência dedicou-se aos esportes amadores e a sua sede social.

Fontes: Arquivos do Autor e site do clube

Clubes do Distrito Federal – Associação Esportiva Carioca (Brasília)

Depois que Brasília passou a ser Capital do Brasil, em 1960, muitos órgãos foram transferidos dos seus Estados de origem.
Isso também aconteceu com o Tribunal Federal de Recursos, que tinha sede no Rio de Janeiro, e foi um dos órgãos máximos do Poder Judiciário do Brasil, e hoje é o Superior Tribunal de Justiça. A ata da sessão de instalação do órgão em Brasília é de 22 de abril de 1960.
Pouco tempo depois, mais precisamente em 10 de agosto de 1960, funcionários do Tribunal criaram uma associação esportiva que tinha como finalidade proporcionar divertimento ao pessoal do órgão e mantida através do pagamento de mensalidades descontadas nas folhas de pagamento dos seus funcionários.
Passaram-se os anos e em 1º de julho de 1965, alguns desses funcionários reuniram-se no apartamento nº 302 do Bloco 4 da Super Quadra Sul 106 para fundar uma sociedade civil esportiva, cultural e cívica. Surgiu, assim, a Associação Esportiva Carioca.
Com forte influência de torcedores do Flamengo, o uniforme foi assim composto: camisa vermelha com golas e mangas pretas, calção preto e meias vermelhas.
A primeira diretoria da A. E. Carioca foi assim constituída: Presidente – Antônio Villela; Vice-Presidente – Aderbal Silva; Secretário Geral – Jorge Manoel Martins Ferreira; Tesoureiro Geral – Jorge de Carvalho; Diretor de Esportes – Clarindo Custódio Flauzina; Diretor Social e Cultural – Sérgio Luiz Mydosi May e Diretor de Patrimônio – Waldemar Siqueira Domingues.
Também foram eleitos os membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal.
Quando se filiou a Federação Desportiva de Brasília, o Carioca preferiu fazer parte do quadro de clubes do Departamento Autônomo. Na época ainda existiam os departamentos de profissionais e de amadores.
Sua primeira participação em uma competição promovida pela Federação foi o Torneio Início do Departamento Autônomo, disputado em 5 de junho de 1966, e do qual participaram 18 equipes.
Para surpresa de muitos, o Carioca conquistou o título de campeão. No primeiro jogo, venceu o D. A. E. por 1 x 0. Nos pênaltis (3 x 2), passou pelo Vila no segundo jogo. No terceiro, derrotou a A. D. Taguatinga, por 2 x 1. Nas semifinais e final enfrentou dois dos mais poderosos clubes do futebol amador de Taguatinga, Flamengo e Brasília, vencendo a ambos por 1 x 0.
Já no Campeonato do Departamento Autônomo de 1966 não obteve o mesmo êxito. A competição foi dividida em seções (Taguatinga, Gama, Sobradinho e Plano Piloto). Nesta última, onde estava o Carioca, apontou como classificados para a fase final o CSU (clube da Universidade de Brasília) e a AEB – Associação dos Economiários de Brasília.
Permaneceu no Departamento Autônomo até o dia 10 de março de 1969, quando a Federação Desportiva de Brasília realizou
uma Assembléia Geral Extraordinária com o objetivo de instituir a “Taça Brasília”, evento oficial da qual tomaram parte 24 clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais. Esses clubes foram divididos em dois grupos.
A estréia do Carioca foi no dia 20 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, com um grande resultado: empate em 1 x 1 com o Grêmio (que viria a se tornar vice-campeão neste ano).
Na classificação final do Grupo A, o Carioca ficou em sétimo lugar, com a seguinte campanha: 10 jogos, 2 vitórias, 5 empates e 3 derrotas; 15 gols a favor e 16 contra. O torneio foi em dois turnos, sendo que do segundo só participariam os seis primeiros colocados de cada grupo. Apesar de obter a classificação para o turno final, o Guará, sexto colocado, solicitou o seu afastamento da competição; o Carioca foi incluído em seu lugar, por ser o clube imediatamente classificado na fase inicial.
Na Fase Final, o Carioca ficou com a décima e antepenúltima posição, somente à frente do Setor Automobilístico e da A. D. Taguatinga.
Nos 11 jogos que disputou, obteve apenas três vitórias (mais dois empates e seis derrotas). Marcou 13 gols e sofreu 22.
Alguns jogadores que defenderam o Carioca em 1969: Goleiro: Walter; Defensores: Paulo, Botija, Zezé, Jair, Moisés, Tulu e Quati; Atacantes: Calora, Wilson, Walter, Nico, Bonfim, Gisélio, Neluir, Arthur, Eraldo e Elói.
No ano de 1970, tomou parte do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, ficando na sexta colocação entre oito clubes.
Logo depois, tomou parte do Campeonato Brasiliense de 1970, disputado por dez equipes. Ficou em 9º lugar e não obteve classificação para o turno final (com os seis primeiros colocados).
Em 1971, chegou a participar do Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com mais dez equipes. O torneio foi marcado por muitos WO pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da FDB) e suspensos de suas obrigações.
Ficou na quarta colocação, com 13 pontos ganhos (seis vitórias, um empate e três derrotas).
No dia 21 de junho de 1971, encaminhou ofício para a Federação solicitando seis meses de licença e dispensa da disputa do campeonato oficial de 1971.
No dia 29 de fevereiro de 1972, realizou uma nova Assembléia para escolher sua nova diretoria, assim constituída: Presidente – Oswaldo Marcondes; Vice-Presidente – Aderbal Silva; 1º Secretário – Jorge Manoel Martins Ferreira; 2º Secretário – Antônio de Assis Laus; Diretor de Esportes – Clarindo Custódio Flauzina e Diretor Social e Cultural – Sérgio Luiz Mydosi May.
Voltou a disputar uma competição oficial neste mesmo ano de 1972. No dia 20 de agosto de 1972 reestreou no campeonato brasiliense perdendo de 2 x 0 para o Grêmio. Foi o último colocado dos sete clubes que disputaram o 1º turno, com apenas um ponto ganho. No segundo turno, ficou com a quinta colocação, o que não o impediu de ficar em último lugar na classificação final do campeonato, vencido pela A. A. Serviço Gráfico. Defenderam o Carioca nesse ano: Goleiros – Rezende e João Batista; Defensores – Carlinhos, Xavier, Maurício, Zezão, Clarindo e Edson; Atacantes – Baltazar, Jonas, Baiano, Joãozinho, Ivan, Cláudio, Chenco, Newton, Raimundo e Dimas.
Dez clubes disputaram o campeonato brasiliense de 1973 e o Carioca ficou em oitavo lugar no primeiro turno.
Antes do encerramento do segundo turno, o Carioca solicitou desfiliação, perdendo o restante de seus jogos por WO (1 x 0).
O último jogo de sua história foi no dia 16 de dezembro de 1973, no Estádio Pelezão, com derrota de 3 x 0 para o Unidos de Sobradinho.
Alguns dos últimos jogadores a vestirem a camisa do Carioca foram: Goleiros – Telles, Jaime e Chico; Defensores – Arlindo, Bartolomeu, Maurão, Maurílio, Carlinhos, Clarindinho e Raimundo; Atacantes – Chenco, Gordo, Raimundinho, Ari, Berto, João, Peba, Divino e Néviton. Técnico: Clarindo Custódio.
No dia 21 de fevereiro de 1974 foi homologada, por unanimidade, a decisão da Diretoria da Federação Metropolitana de Futebol em desfiliar a Associação Esportiva Carioca, em razão do não cumprimento de obrigações deste clube junto à entidade. A representação do TFR deixou de comparecer a vários compromissos, o que, de acordo com os estatutos da FMF implicava na desfiliação da agremiação infratora.

Fonte: Arquivos de Jose Ricardo Caldas e Almeida

Clubes do Distrito Federal – Sociedade Esportiva Comercial (Planaltina)

No dia 28 de novembro de 1976, na Quadra 3, Conjunto F, Lote 41, em Planaltina (DF), reuniram-se alguns moradores desta cidade para fundar um clube esportivo.
Surgiu assim a Sociedade Esportiva Comercial, que teve a primeira diretoria composta da seguinte forma: Presidente: João Alves do Nascimento, Vice-Presidente: José de Ribamar Neves, Diretor-Secretário: Mário César de Souza Castro, Secretário-Adjunto: Luiz Soares Silva, Diretor de Esportes: Benedito de Souza, Supervisor de Esportes: Wadileno Hamú, Diretor do Departamento Jurídico: José Rios Filho, Diretor de Relações Públicas: Paulo Sady Barbosa, Diretor Social: Antônio Leite Pedrosa, Diretor Financeiro: José Eustáquio Ferreira, Diretor de Patrimônio: Gaspar Dutra e Diretor Administrativo: Newton Gonçalves das Neves.
As cores oficiais do novo clube eram azul celeste, amarela e branca.
Os uniformes eram assim compostos: número 1 – camisa azul celeste com mangas e colarinho em branco, calção branco e meias azuis; número 2 – camisa branca com mangas e colarinho em azul celeste, calção azul celeste e meias brancas.
Somente em 20 de janeiro de 1977 a Sociedade Esportiva Comercial solicitou aprovação do estatuto para participar de competições amadoras de futebol.
Sem competições para participar e para se manter em forma, disputou alguns amistosos, sendo o primeiro em 27 de fevereiro de 1977, no Pelezão, contra o Cruzeiro E. C., na preliminar de Seleção de Juvenis de Brasília x Vasco da Gama.
O de maior destaque, porém, foi o do dia 17 de dezembro de 1978, em Planaltina, quando empatou em 1 x 1 com o Vila Nova, de Goiânia (GO).
Inscreveu-se no 2º Campeonato Amador do Distrito Federal, em 1979, não obtendo boa colocação.
Também em 1979, foi convidado e participou do Torneio Cidade de Sobradinho, no Augustinho Lima, realizado de 20 de outubro a 2 de dezembro de 1979, juntamente com Sobradinho, Tiradentes e Desportiva Bandeirante.
Estreou no dia 20 de outubro, com um empate em 1 x 1 com o Sobradinho. Venceu o primeiro turno após ganhar do Tiradentes (1 x 0) e da Desportiva Bandeirante (2 x 1).
Decidiu o torneio com o Sobradinho, vencedor do 2º turno. No dia 2 de dezembro, o Comercial perdeu por 2 x 1.
No ano de 1980, inscreveu-se no campeonato de profissionais do Distrito Federal, representando a cidade de Planaltina, competição esta disputada por um total de nove equipes. A Federação Metropolitana de Futebol decidiu que os cinco primeiros colocados continuariam na Primeira Divisão em 1981 e os outros quatro disputariam um torneio para definir de quem seria a sexta vaga.
No campeonato, o Comercial estreou no dia 18 de maio de 1980, no Bezerrão, perdendo para o Gama, por 3 x 0.
Na classificação final, após 24 jogos (dos quais venceu sete, empatou oito e perdeu nove), o Comercial ficou com a sexta colocação.
Foi para o chamado “Torneio da Morte” com Ceilândia, Tiradentes e Desportiva Bandeirante.
Disputado em turno único, a vaga ficou com o Tiradentes. Perdeu para a Desportiva Bandeirante (0 x 2), empatou com o Tiradentes (1 x 1) e venceu o Ceilândia (2 x 1).
Em 14 de setembro de 1980 aconteceu uma Assembléia Geral Extraordinária que revogou os estatutos do clube, alterando o nome de Sociedade Esportiva Comercial para Planaltina Atlético Clube. O primeiro Presidente foi Wadileno Hamú.

Arquivos: José Ricardo Caldas e Almeida e José Jorge Farah Neto (colaborou com o redesenho do escudo)

Clubes de Roraima – Cruzeiro Futebol Clube (Boa Vista)

Nome: Cruzeiro Futebol Clube
Endereço: Rua das Extremosas, 225 – Boa Vista – RR
Fundação: 2004
Cores: azul / branco
Histórico: Clube voltado para as categorias de base, com um projeto a longo prazo de aderir ao futebol profissional.

Fonte: Facebook

Clubes do Pará – Marabá Atlético Clube (Marabá – PA)

Nome: Marabá Atlético Clube
Cidade: Marabá – PA
Fundação: 26 de maio de 2018
Cores: verde / amarelo / branco
Estádio: Zinho de Oliveira
Histórico: Filiou-se a Federação Paraense de Futebol no início de 2019 e está se estruturando para ingressar no futebol profissional em 2020.

Fonte: correiodecarajas.com.br

Clubes do Pará – Sport Clube Itupiranga (Itupiranga)

Nome: Sport Clube Itupiranga
Cidade: Itupiranga – PA
Fundação: 08 de março de 2018
Cores: verde / vermelho / branco
Estádio: Jaime Sena Pimentel
Histórico: Fundado ano passado, está disputando nesta temporada a Série A-2 (2ª Divisão) d0 Campeonato Paraense.

Estádio Jaime Sena Pimentel

Fontes: Site da FPF e globoesporte

Clubes do Maranhão – Timon Esporte Clube (Timon)

Nome: Timon Esporte Clube
Cidade: Timon – MA
Fundação: 26 de setembro de 2005
Cores: azul / verde / branco
Histórico: Desde 2007 o clube disputa a 2ª Divisão Maranhense. Não confundir este clube com o de mesmo nome mas que disputa a 2ª Divisão do Piauí.

Fontes: Wikipedia e Site Ftebol Nacional

Clubes do Piauí – Esporte Clube Timon (Teresina)

Nome: Esporte Clube Timon
Cidade: Teresina – PI
Fundação: 01 de agosto de 2015
Cores: amarelo / preto / branco
Histórico: O clube é filiado a Federação de Futebol do Piauí desde sua fundação. Apesar de possuir registro em Teresina é sediado em Timon, cidade maranhense separada apenas pelo rio Paranaíba.

Fontes: Wikipedia e Site Futebol Nacional

Clubes do Paraná – União Bigorrilho Esporte Clube (Curitiba – PR)

Nome: União Bigorrilho Esporte Clube
Cidade: Curitiba – PR
Fundação: 20 de janeiro de 1938
Cores: verde / vermelho / branco
Histórico: Equipe tradicional do futebol amador. Possuía sua sede a Alameda Dona Izabel, 2027 no bairro do Bigorrilho. O clube encontra-se extinto.

Fonte: Arquivos de Levi Mulford Chrestenzen

Clubes do Paraná – União Ahú Futebol Clube (Curitiba)

Nome: União Ahú Futebol Clube
Endereço: Rua Alberto Wierbiski, 10 – Curitiba / PR
Fundação: 25 de outubro de 1938
Cores: amarelo / preto / vermelho
Estádio: Ricardo Halick
Histórico: Foi um dos clubes fundadores da Liga Suburbana de Futebol em 1941. Conquistou os títulos de 1958 e 1984.

Fonte: Arquivos de Levi Mulford Chrestenzen

Clubes do Pará – Beneficiente Avante Futebol Clube (Salvaterra)

Nome: Beneficiente Avante Futebol Clube
Cidade: Salvaterra – PA
Fundação: 02 de junho de 1951
Cores: azul / branco
Histórico: Disputou o Campeonato Paraense de Profissionais no período de 1960 a 1967. Conquistou em 1963 o título do Torneio Início e da Taça Cidade de Belém

Fonte: A Enciclopédia do Futebol Paraense

Clubes do Espírito Santo – Esporte Clube Alfredo Chaves (Alfredo Chaves)

Nome: Esporte Clube Alfredo Chaves
Cidade: Alfredo Chaves – RN
Fundação: 15 de agosto de 1910
Cores: preto / branco
Estádio: Carlos Soares Pinto
Histórico: Fundado como Alfredense Football Club, muda seu nome em 2 de maio de 1949 quando solicita sua filiação a Federação do Estado. Disputa a 1ª Divisão Capixaba de 1991 a 1996

Fonte: memoriafutebolcapixaba.blogspot.com

Clubes do Rio Grande do Norte – Bonsucesso Futebol Clube (Natal)

Nome: Bonsucesso Futebol Clube
Endereço: Avenida Alvares Cabral, s/n – Praia dos Coqueiros – Natal / RN
Fundação: 01 de janeiro de 1951
Cores: azul / branco
Histórico: Equipe amadora tradicional da capital potiguar que atualmente disputa as categorias de base dos campeonatos promovidos pela FNF

Fonte: Facebook “Bonsucesso Futebol Clube”

Clubes do Rio Grande do Norte – Associação Esportiva Monte Líbano (Natal)

Nome: Associação Esportiva Monte Líbano
Endereço: Rua Monte Carmelo, 2926 – Conjunto Pirangi – Bairro Neopolis – Natal / RN
Fundação: 1984
Cores: azul / branco
Histórico: Equipe filiada a FNF, disputa os campeonatos de base e feminino, Nunca se aventurou no futebol profissional.

Fonte: Federação Norte-riograndense de Futebol

Clubes do Paraná – Esporte Clube XV de Novembro (Colombo)

Nome: Esporte Clube XV de Novembro
Cidade: Colombo / PR
Fundação: 15 de março de 1979
Cores Oficiais: preto / branco
Histórico: Teve uma participação no futebol profissional ao disputar a Divisão Intermediária Paranaense em 1995.

Fonte: Arquivos de Levi Mulford Chrestenzen

Clubes do Maranhão – Sport Club Luso Brasileiro (São Luís)

O Sport Club Luso Brasileiro foi fundado em 24 de fevereiro de 1917, pelo comerciante português Edgar Figueira. Sua sede ficava na Praça João Lisboa e o campo na Quinta do Monteiro (Rua do Passeio ou Rodrigues Fernandes), ao lado do Hospital Português (onde hoje se encontram vários imóveis e o prédio do SENAC).
Apesar do nome “Luso”, de funcionar ao lado do Hospital Português e do Centro Republicano Português, e de ter sido fundado por um português, o clube não tinha as cores de Portugal, mas sim o azul e o branco (provavelmente em homenagem ao clube português F. C. Porto, fundado em 1893, cujo uniforme era similar, além de um detalhe no escudo).
A agremiação estava fortemente respaldada pela inclusão de antigos associados do Fabril Athletic Club, que tinham feito a opção pelo novo clube.
A primeira diretoria foi assim composta: Presidente: Manoel Antônio Araújo; 1º Secretário: Diamantino Nina de Oliveira; 2º Secretário: Flávio Pereira Tribuzi; Tesoureiro: Albino Augusto Pinto e Diretor de Esportes: Albino Ribeiro de Farias.
A primeira equipe foi formada com Cavalcanti, Barbosa e Flavino; Abílio, Diamantino e Nunes; Miguel, Oliveira, Bizarro, Saraiva e Braga.
A diretoria arrendou junto ao Hospital Português, a antiga Quinta Monteiro, à margem da Rua do Passeio. Feito o campo, a estréia deu-se diante dos marujos do Cruzador brasileiro “Tiradentes”, com o Luso Brasileiro vencendo por 2 x 1.
Logo depois, o Luso passou a reforçar sua equipe, que passou a escalar-se com Tavares (capitão), Guilhon e Santa Maria; J. Rêgo, Napoleão e Bernardo; Lauro, Raul, Monterrey, Jupira e Seltz.
O número de associados cresceu tanto que o clube acabou constituindo duas equipes para as disputas internas: o Saturno e o Júpiter.
Depois do jogo com os marujos, tem-se notícia de uma outra apresentação do “alvi-azul”, quase no final de 1917. Teria acontecido no dia 16 de dezembro, diante do Militar, time do 48º Batalhão de Caçadores. O Luso venceu por 2 x 0.
Com a presença de uma nova força no futebol maranhense, começava a esperança de estruturar-se o futebol do Estado, criando-se uma Liga capaz de congregar os clubes, que já existiam em quantidade regular.
Uma das primeiras tentativas foi a criação da Liga Maranhense de Sports, em 27 de março de 1917, reunião da qual fez parte o Luso Brasileiro.
A festa de inauguração da Liga, marcada para o dia 1º de abril, no F. A. C., seria em benefício dos desabrigados das cheias do rio Itapecuru e se mostrou como um evento grandioso, que contou com jogos entre as nove agremiações fundadoras.
O Luso compareceu com a seguinte equipe: Cavalcanti, Barbosa e Flaviano; Abílio, Diamantino e Nunes; Miguel, Oliveira, Bizarro, Saraiva e Braga. No sorteio, coube ao Luso enfrentar o F. A. C., que venceu por 3 x 0.
O Luso Brasileiro foi campeão maranhense nos anos de 1918, 1919, 1922 a 1927 e vice-campeão em 1921 e 1928.

Fonte: Terra, Grama e Paralelepípedos e Esporte Um Mergulho no Tempo.

Clubes do Distrito Federal – Clube dos Servidores da Universidade (Brasília)

O Clube dos Servidores da Universidade foi fundado em 6 de abril de 1966 por funcionários, servidores e alunos da Universidade de Brasília (UnB). Teve como seu primeiro presidente Carlos Augusto Vilalva Negreiros Falcão.
As cores do clube eram azul, verde e branco.
Naquele ano (1966), a Federação Desportiva de Brasília tinha campeonatos de futebol em três categorias: profissionais, amadores e Departamento Autônomo. O CSU optou por este último em seu primeiro ano de vida.
No dia 5 de junho de 1966, estreou no Torneio Início do Departamento Autônomo com derrota de 2 x 1 para a Civilsan.
O campeonato do Departamento Autônomo daquele ano foi dividido em três seções: Taguatinga, Plano Piloto e Sobradinho.
O CSU classificou-se em primeiro lugar na Seção Plano Piloto, superando outros oito times. Juntamente com a A.E.B., passou para a Fase Final (chamada de Supercampeonato), disputada pelos dois primeiros classificados de cada seção. Desconhecemos o resultado final dessa competição.
No dia 11 de dezembro de 1966 disputou um amistoso com o Rabello, perdendo por 2 x 1.
No ano seguinte, 1967, o CSU foi um dos clubes amadores que chegaram a realizar uma reunião para a elaboração de um campeonato com as agremiações dessa categoria. O campeonato acabou não vingando.
A mesma coisa aconteceu em 1968. Foram dois anos sem disputar nenhuma competição oficial da Federação Desportiva de Brasília.
No dia 10 de março de 1969, aconteceu a Assembléia Geral Extraordinária da qual tomaram parte os presidentes e representantes de todos os clubes filiados a F.D.B.
A Federação, então, criou um torneio chamado de “Taça Brasília”, podendo concorrer ao mesmo, todos os clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais.
Inscreveram-se 24 equipes. O torneio foi em dois turnos, sendo que para o segundo só se classificariam os seis primeiros colocados de cada grupo.
O CSU fez sua estréia no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo (do Defelê), empatando em 1 x 1 com o Jaguar.
Na primeira fase ficou em 4º lugar no Grupo A. Foram dez jogos, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Marcou 24 gols e sofreu 18.
Na Fase Final, ficou com a nona colocação entre os 12 clubes participantes. Nos onze jogos que disputou, conseguiu vencer três, empatar outros três e foi derrotado em cinco oportunidades. Marcou dezoito gols e sofreu vinte e dois.
Dois foram os artilheiros do torneio, com 11 gols, sendo que um deles, Paulinho (Paulo Rogério Ferreira Campos), pertencia ao CSU.
Eis os nomes de alguns jogadores que defenderam o CSU na Taça Brasília de 1969: Goleiros: Neniomar e Pena; Defensores: Zeca, Cesar, Monteiro, Walfrido, Roque, Nilo, Isnard e Wilson; Atacantes: Cacá, Cleuber, Júlio, Walter, Sabará, Paulinho e Totó.
No ano de 1970 voltou a ficar de fora das competições amadoras promovidas pela Federação Desportiva de Brasília.
Retornou em 1971, disputando o Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com outras dez equipes.
O torneio foi marcado por muitos WO, pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da F.D.B.) e suspensos de suas obrigações.
O CSU desistiu de continuar na competição bem antes do seu encerramento.
Em 13 de agosto de 1971 foi realizada a Assembléia que desfiliou seis clubes da F.D.B., entre eles o CSU.
Somente no ano de 1975, quando ainda era amador o futebol de Brasília, o CSU volta a participar de competições promovidas pela então Federação Metropolitana de Futebol.
Primeiramente, participando, de 19 de março a 25 de maio de 1975, da I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal. Não conseguiu ficar entre os oito finalistas que decidiram a Copa.
Em 12 de setembro de 1975 aconteceu a A.G.E. que aprovou uma nova filiação do CSU para a categoria de futebol amador.
Assim, inscreveu-se no campeonato amador de 1975, com mais sete equipes.
Venceu o primeiro turno de forma invicta, com cinco vitórias e dois empates. Foram 15 gols a favor e cinco contra. Com isso, qualificou-se para decidir o campeonato com a Campineira, vencedora do segundo também de forma invicta, numa série “melhor-de-três”.
O final do ano mais as férias do mês de janeiro foram alguns fatos que atrasaram bastante o início da disputa. Assim, somente em 28 de março de 1976, aconteceu a primeira partida da melhor-de-três da decisão do Campeonato de 1975, no Estádio Pelezão. A Campineira venceu por 2 x 1.
No dia 21 de abril de 1976, também no Pelezão, o CSU empatou a série ao vencer a segunda partida por 1 x 0.
A terceira e decisiva partida foi disputada no dia 1º de maio de 1976, novamente no Pelezão. Sob a arbitragem de Roberto Noronha, a Campineira marcou 2 x 0 e ficou com o título de campeã de 1975.
Dentre os jogadores que defenderam o CSU no campeonato de 1975 o destaque ficou com um jogador que mais tarde viria a brilhar em outras equipes do futebol de Brasília: o zagueiro Kidão.
Não demorou muito para seu presidente Álvaro da Silva Neves encaminhar o ofício CSU-06/76, de 17 de maio de 1976, solicitando licença do quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol por um período de dez meses. Nunca mais voltou!

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Clubes do Pará – Clube Júlio César (Belém)

O Clube Júlio César foi fundado em 25 de janeiro de 1925, em reunião realizada no Colégio Raymundo Proença, de que era diretor o professor Raymundo Proença. Por muitos anos o grêmio esmeraldino teve a sua trajetória pautada nos princípios do esporte amador, entre os quais se evidenciava o futebol. Em decorrência de ter sido fundado em um estabelecimento de ensino, o Clube Júlio César congregava em suas fileiras grande número de estudantes. A conduta correta, respeitadora e disciplinar dos jogadores do Júlio César, em todas as suas apresentações, fez com que o jornalista Theodoro Brazão e Silva, conceituado cronista esportivo do jornal “Folha do Norte”, passasse a lhe denominar de “O Embaixador da Distinção”.

Fonte: Arquivos de José Ricardo Caldas e Almeida

Clubes de Minas Gerais – Esporte Clube Renascença (Belo Horizonte – MG)

O Esporte Clube Renascença foi fundado por funcionários e pela diretoria da Fábrica de Tecidos Renascença em 15 de outubro de 1941.
Seu uniforme era camisa e meias brancas e calção preto. O escudo em forma de engrenagem tinha um R ao centro. O estádio do clube que ficava no bairro tinha o nome de Cristiano Guimarães, mas era conhecido como “Eucaliptos”. Era chamado de “time dos tecelões”. Sua sede era na rua Botucatu, 177.
Começou disputando as competições do futebol amador promovidas pela Federação Mineira de Futebol. Em 1947 construiu seu estádio e pediu inscrição no Campeonato da Cidade de 1948. O ingresso no certame era complicado, pois dependia da aprovação dos clubes. A inscrição do Renascença não foi aceita, pois temiam que os seus jogos causassem déficit nas arrecadações.
Em 1958 a Federação Mineira de Futebol aceitou a inscrição de diversos clubes, dentre eles o Renascença. Devido ao grande número de inscritos, houve a necessidade de se organizar um torneio eliminatório para definir as equipes que iriam disputar o Estadual. O Renascença perdeu a oitava vaga para o Cruzeiro e ficou fora do certame.
Em 1959, voltou a disputar o Torneio Classificatório e conseguiu uma das vagas para o Campeonato.
Disputou os Campeonatos Mineiros de 1959 (9º); 1960 (10º); 1961 (11º); 1962 (10º); 1963 (11º); 1964 (11º); 1965 (11º) e 1966 (12º), quando foi rebaixado para a Segunda Divisão.
Seu maior momento de glória ocorreu em 25 de maio de 1961. Naquele dia, o Renascença, comandado pelo ex-zagueiro Gerson dos Santos, conquistou a terceira edição da Copa Belo Horizonte, ao vencer o Atlético por 2 x 0, no Estádio do Barro Preto (o Atlético vencera em 1959 e o Cruzeiro em 1960). A equipe foi campeã sem levar gol em nenhum dos cinco jogos, contra Cruzeiro, Atlético, América, Sete de Setembro e uma seleção do Departamento de Futebol Amador da Federação Mineira de Futebol.

Fonte: Arquivo de José Ricardo Caldas e Almeida